Economia

Pólo da Catumbela prevê gerar 5.000 empregos

Sampaio Júnior (*) | Benguela

Jornalista

O Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PDIC) está a dinamizar a sua expansão, através da instalação de novas unidades de produção e transformação de matéria prima, o que vai permitir a empregabilidade de até 5.000 novos postos.

26/11/2022  Última atualização 11H19
A industrialização da província de Benguela é encarada como uma etapa da afirmação do crescimento económico, visando o desenvolvimento interno © Fotografia por: Fernando Oliveira| Edições de Novembro

Todo este processo de modernização dos meios de produção é acompanhado pela ampliação tecnológica que visa estimular o desenvolvimento da economia na região, revelou o PCA Miguel Correia.

Em  2022, segundo o gestor, os níveis de empregabilidade atingiram os números de 2.142 postos de trabalho gerados, prevemos em 2023 estar acima dos 5.000 postos de trabalho já que o fluxo de instalação e as intenções são crescentes de criação de outras novas unidades produtivas.

Consta da carteira de inauguração no PDIC novas unidade de fabrico de calçados Estrela, que prevê abrir  vagas de admissão de 2.500 para novos postos de trabalho. A nova componente misturadora de fertilizantes de referência NPK 12-24-12 produzido pela empresa Fertiangola precisa mais 12 novos trabalhadores, Carrinho Indústria panificadora 100, rede cordas 100, Tecnimil 100, Somangol 40, Somangol fábrica de bolachas 300.

"O que temos de mais são espaços para a instalação de unidades industrias de pequeno, médio e grande porte. Isto vai se reflectir seriamente na empregabilidade de muita força de trabalho”, adiantou.

"Continuamos a dinamizar e a fomentar a industrialização no Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela. Consciente de  que devemos melhorar mais a qualidade das infraestruturas para atrair mais investimentos nacionais quer estrangeiros”, afirmou.

Miguel Correia disse que  o Executivo tem trabalhado bastante na criação de um bom ambiente de negócio, desde o Corredor do Lobito, Aeroporto, Porto. referiu. Este conjunto de valências continua a trazer investimentos em vários sectores. Há empresas que já exigem mais do sector produtivo agrícola local, para transformarem os produtos em bens de consumo. No caso milho, o campo tem de ser mais actuante,  tendo sublinhado que estava satisfeito  com o programa do Executivo o PLANAGRÃO.

"Pretendemos ter aqui um sector com unidades fabris determinantes na elevação da economia local com resultados positivos na geração de receitas”, disse.

 

Misturadora de fertilizante

De acordo com o director-geral da Fertiangola, António Bugalho, no próximo ano, a província vai contar com um laboratório misturadora de  fertilizantes de referência  12/24/12, MPK um dos maiores em Angola, que em função da sua capacidade de produção vai alcançar cerca de 800 toneladas/dia.

Está instalado todo sistema para contribuir na preservação e promoção do sistema ambiental.

"Atendendo os actuais desafios ligados à produção agrícola, disse, temos produzido fertilizantes  mediante a necessidade dos clientes. "temos conseguido responder com as expectativas dos agricultores”, acrescentou.

Relativamente à importação dos fertilizantes, referiu, é um problema, que, a nível de Angola, vai sempre existir porque o país, não produz fertilizantes, o que tem elevado o preço dos produtos”. "Ele disse  que Angola tem matéria-prima suficiente para começar a produzir fertilizantes para o autoconsumo e para exportar. Apesar disso, conseguimos cobrir todo território de Angola, visto que temos 19 lojas, espalhadas por 11 províncias e nas províncias onde não haja representações, o produto é fornecido por meio das solicitações que nos chegam”.

"António Bugalho enfatizou que estamos bem posicionados no mercado de Angola. Esta fábrica é mais uma alavanca, que acresce valores para facilitar a distribuição de insumos para a produção agrícola”.

 

Cresce a produção de bolachas

 

O empresário Eudis Venenjovo é um dos proprietários da fábrica Semangol vocacionada para a produção de alimentos, batatas fritas, bolachas, chips entre outros têm uma procura por clientes  exigentes, disse à reportagem do Jornal de Angola.

"Os nossos produtos  são muito procurados por clientes vindos da Zâmbia e da RDC”, disse.

O empresário contou que a construção da fábrica de alimentos industrializados exige investimentos por parte do empreendedor e o segredo foi seguir uma opção que a altura do seu bolso e assim  consegui  abrir a sua própria empresa.

Diante da crise, os pequenos e médios negócios têm crescido e podem crescer aqui na Catumbela. Estamos a produzir e empreender no segmento alimentício é sempre um bom negócio por se tratar de um ramo primordial para as pessoas, manifestou.

"Nossa experiência neste mercado levou o seu tempo,  identificamos o perfil dos clientes e suas necessidades, o que resultou na criação de equipamentos eficientes e adaptáveis para a produção. Os fornecedores de matéria prima são locais  como o caso do milho, o produto com o qual mais trabalhamos”, referiu.

 

Sabores importados

Para a complementaridade  da produção diária, importam diversos tipos de sabores, tudo porque, ainda não existe produção nacional.

Eudis Venenjovo explicou que com a nova linha de produção vai alargar o número de funcionários que passarão a trabalhar em três turnos com garantias de 400 postos de trabalho.

Apesar de a fabricação decorrer até então, na primeira fase, a empresa  tem feito chegar o seu produto, a nível de alguns países de África, sobretudo à Zâmbia.  Cerca de trezentos hectares do perímetro do Pólo de Desenvolvimento foram já invadidos pela população para construção de moradias.

Miguel Correia disse que naquelas zonas que sofreram invasão muito forte, onde já existem construções em betão, estão a tentar solucionar mas, pela importância das parcelas poderá haver necessidade de se fazer indemnizações. Quanto às novas áreas que estão a ser invadidas, o responsável explicou que estão a trabalhar em conjunto com a Administração da Catumbela para que os populares não enveredem pela via de ocupação ilegal das parcelas de terra na zona industrial, que vai beneficiar a província a nível económico, gerar receitas e empregos.

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