Política

Político destaca três dimensões do primeiro Presidente do país

O deputado à Assembleia Nacional João Diogo Gaspar, do MPLA, sublinhou, esta segunda-feira, três particularidades da dimensão do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, que vai completar a 17 de Setembro próximo 100 anos se estivesse vivo, designadamente, política, humanista e intelectual.

17/05/2022  Última atualização 07H20
O deputado do MPLA destacou a liderança do estadista, médico e poeta na luta contra o colonialismo © Fotografia por: DR

A poucos meses do centenário do também considerado "poeta-maior”, o parlamentar destaca que Agostinho Neto é uma das principais figuras do século passado em Angola, sobretudo, por ter se tornado num ícone, enquanto estratega, médico e escritor de "pena fina”, facilmente detectável nos escritos deixados para a eternidade e observação de todos.

Para João Diogo Gaspar, o primeiro Presidente da República, nascido a 17 de Setembro de 1922, em Kaxicane (Icolo e Bengo), é um símbolo que a todos deve orgulhar, já que muitos dos seus feitos fazem hoje eco na personalidade de vários dirigentes angolanos, africanos e do mundo. Destacou que o feito mais marcante para a grande maioria é a proclamação da Independência do país e a autonomia do povo angolano, factos que jamais serão apagados e a lembrar para todas as gerações.

Disse que do ponto de vista sócio-político, científico-humano e intelectual, principalmente, na vertente cultural, Agostinho Neto deixou um legado a ser perpetuado, reforçando que o médico e poeta sempre esteve ligado às actividades sociais, políticas, culturais e outras, ainda na Casa dos Estudantes do Império, enquanto vivia em Portugal.

João Diogo Gaspar recordou, igualmente, que, por conta da sua personalidade, o Presidente Neto foi, várias vezes, preso, a ponto de ser eleito pela organização Amnistia Internacional, em 1957, ainda na cadeia, o prisioneiro político do ano, além da obra ter sido amplamente difundida em Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

Quando o país se prepara para assinalar o centenário do também antigo presidente do MPLA, o deputado referiu que o homenageado liderou a luta armada contra o colonialismo e que culminou com a proclamação, a 11 de Novembro de 1975, da Independência de Angola, tornando-se, por isso, no primeiro Presidente da República, cargo exercido até a sua morte.

Segundo João Diogo Gaspar, Agostinho Neto é parte da chamada "Geração Mensagem”, na década de 50, através do movimento "Vamos Descobrir Angola”, e que cedo se destacou com os escritos divulgados em várias publicações da época no país, Brasil e Portugal, daí que seja considerado, até hoje, um dos grandes autores das nações falantes do português.

"A grandiosidade das obras de Neto deve ser passada de geração a geração, dada a dimensão histórica, cultural e política que acarreta. Assim, apelo a um estudo profundo e contínuo, especialmente, por parte dos mais jovens, na compreensão e entendimento do pensamento de Neto”, reafirmou.

Realçou que este estadista utilizava a inteligência para se opor aos colonialistas portugueses e, com isso, construiu um ideal, consagrado no "mais importante é resolver os problemas do povo”, muito evidente também nas obras literárias.

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