Política

Políticas públicas “são meio invisíveis”

Edna Mussalo

Jornalista

As políticas públicas voltadas para o albinismo no país são "meio invisíveis", pois não se sentem na vida dos mesmos, afirmou Telmo Martins, 27 anos, integrante da Associação de Apoio aos Albinos de Angola (4As).

14/06/2021  Última atualização 05H55
© Fotografia por: Cedida
Falando em alusão ao Dia Internacional de Conscientização do Albinismo, assinalado ontem, Telmo Martins frisou ser necessário haver da parte do Estado uma reforma urgente nas políticas de saúde, educação e outras de inclusão social, de forma a facilitar a vida das pessoas com o albinismo.

Aponta problemas na aquisição de fármacos para a pessoa com albinismo, consultas de Oftalmologia, Dermatologia e preços altos dos produtos da pele e outros essenciais para o albino.   


 "Nós que estamos na capital nos debatemos com vários problemas diariamente, imagina os que vivem nas outras províncias! Chegam-nos relatos que há províncias sem sequer um dermatologista”, lamentou.

Telmo Martins vê o estigma e a discriminação como algo que ainda acontece com muita frequência, embora considere um alívio saber que em Angola o albino não é perseguido ou morto como em outros países africanos.

O entrevistado sugeriu que se faça um trabalho de sensibilização, a começar nas escolas, de maneira a dar a conhecer aos mais pequenos, nas comunidades, problemas relacionados aos albinismos como o cancro da pele e outros. Seria, também, uma forma de incutir, desde a tenra idade, o orgulho e aceitação do albinismo e evitar por parte da população a discriminação ou estigma ao albino.

 O membro da Associação de Apoio de Albinos de Angola informou que ainda não existe uma estatística no país sobre o número de albinos, como e onde vivem. Mas garantiu que algumas associações estão a trabalhar nisso.

Bacharel em Gestão de Recursos Humanos, Telmo Martins considerou um ganho a participação, em 2016, no "Angola Fashion Week", onde ele e o irmão foram os primeiros albinos a desfilarem num evento de moda daquela dimensão, tendo sido destacados como defensores dos direitos de igualdade e oportunidade e símbolos na luta contra o preconceito.
 
O presidente da Associação de Apoio aos Albinos, Manuel Vapor, disse que o 13 de Junho foi instituído pela Organizações das Nações Unidas, em 2015, para divulgar informações sobre o albinismo, para se evitar a discriminação e combate ao albino.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política