Política

Políticas do Executivo alinhadas aos ideais do Fundador da Nação

Gabriel Bunga

Jornalista

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, disse, esta terça-feira, em Luanda, durante a abertura das actividades de celebração do Centenário do Fundador da Nação angolana, que as actuais políticas orientadas pelo Titular do Poder Executivo estão alinhadas aos "ideais de Agostinho Neto".

11/05/2022  Última atualização 07H45
Ministro de Estado Adão de Almeida apelou aos angolanos a manterem presente os ideais Neto © Fotografia por: paulo mulaza | edições novembro

"As semelhanças entre o pensamento de António Agostinho Neto e o discurso político actual, não podem ser vistas como mera coincidência. Há uma visão estratégica, uma linha orientadora, uma bússola a indicar-nos o rumo a seguir até ao alcance do nosso objectivo permanente: fazer de Angola uma Nação próspera, que orgulhe todos os seus filhos", sublinhou o ministro de Estado.

Adão de Almeida referiu que Neto esteve à altura dos desafios do seu tempo, e que é necessário, agora, estar-se à altura dos desafios do presente. O ministro de Estado sublinhou, a propósito, que é com este espírito que o Executivo, liderado pelo Presidente João Lourenço, abraçou o lema "melhorar o que está bem, corrigir o que está mal" , que está a permitir a implementação de reformas estruturantes, com vista a melhoria das condições de vida de todos os angolanos.

Destacou, na ocasião, a firmeza do combate à corrupção, o resgate dos valores morais e cívicos, a reestruturação e diversificação da economia, a reforma da Administração Pública, a execução de investimentos nos sectores da Educação

e Saúde, a melhoria do ambiente de negócios e a promoção do investimento privado nacional e estrangeiro. A promoção do emprego, em especial, para jovens, o aumento da disponibilidade de habitação, entre outras acções, foram referidas como parte dos alicerces que suportam o projecto da edificação da Nação. O ministro de Estado referiu que "interpretar correctamente os anseios do povo angolano, bem como criar as condições necessárias para que cada um realize o seu sonho, é, provavelmente, a melhor forma de honrar Agostinho Neto e todos os heróis de todas as gerações que ousaram sonhar e trabalhar para concretizar o sonho de Angola independente".

"Se mantivermos presente o legado de Agostinho Neto, poderemos dizer, alto e em bom som, a partir deste local, onde repousam os seus restos mortais, ou a partir de qualquer canto desta imensa Angola, ou, ainda, de qualquer ponto do globo, que Neto vive em cada um de nós", exaltou o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República.

Adão de Almeida, que também é o coordenador da Comissão Interministerial das comemorações do Centenário de Agostinho Neto, durante a sua intervenção, exaltou, várias vezes, a fi-gura do Fundador da Nação, com detalhes interessantes sobre a vida de Neto, desde o momento do seu nascimento, a 17 de Setembro em 1922, na aldeia de Caxicane, município de Icolo e Bengo, do seu percurso político e poético, acompanhado de trechos de poemas "O Içar da bandeira" e "Mussunda amigo".

O secretário de Estado da Comunicação Social, Nuno Carnaval, apresentou a memória descritiva sobre a logomarca do Centenário, enquanto que o secretário de Estado para as Autarquias Locais e coordenador do Grupo Técnico da Comissão Interministerial, Márcio Daniel, apresentou o programa geral de actividades do Centenário, que vai ser concretizado por departamentos ministeriais, governos provinciais, missões diplomáticas e pela sociedade civil, compreendendo 11 acções.

Das várias etapas, destacam-se a reedição de livros de Agostinho Neto, concursos literários, um culto ecuménico, acto solene de condecorações, concurso académico, realização de Fenacult Especial, publicação de revistas e concertos musicais.

A viúva de Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto, apresentou uma mensagem, por vídeo pré-gravado, onde ressaltou as qualidades de Agostinho Neto, enquanto político, médico, poeta e pai de família.

A cerimónia de abertura do programa geral das celebrações do Centenário do Presidente Agostinho Neto, que decorreu na tenda anexa ao Memorial "Dr. António Agostinho Neto", foi testemunhada por entidades políticas, representantes diplomáticos, entidades religiosas e membros da sociedade civil. O momento contou com  declamação de poesias, por Maria Luísa Fançoni, Daniel Barros, Daniela Pegado, Gersy Pegado, Bruno Netto, Lídio Gomes, Ary e Mito Gaspar.

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