Sociedade

Polícias sensibilizados para o seguro de saúde

Lourenço Bule | Menongue

Jornalista

O presidente do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional (CPPPN), super-intendente -chefe Domingos Gerónimo, explicou, em Me-nongue (Cuando Cubango), as múltiplas vantagens e importância do seguro de saúde na vida dos efectivos da corporação em todo o país.

14/06/2021  Última atualização 09H22
© Fotografia por: DR
Falando para uma plateia de mais de 600 elementos da Polícia Nacional, Domingos Gerónimo disse que é importante que todo polícia no activo e na reforma adira ao seguro de saúde.”Tendo em atenção a actividade de risco que exercemos, qualquer incidente que cada um de nós venha a ter com o exercício da profissão está garantida uma assistência médica de qualidade”, disse. 

  Realçou que os actuais descontos, que são efectuados através do CPPPN, não cobrem os problemas ligados à saúde, servem apenas para comprar a urna, quando morre um dos agentes, e o pagamento de três meses de salário base à família enlutada.


Por esta razão, disse, todos os polícias com adesão ao seguro de saúde ser-lhe-ão descontados, anualmente, 5.400 kwanzas. Disse que, actualmente, o CPPPN está a braços com uma dívida de 30 milhões de dólares herdada da anterior direcção da instituição e está-se a negociar com o Banco Internacional de Crédito (BIC), Banco Sol e o Banco Totta as modalidades de reembolso. 


Frisou que, em cada província, foram  solicitados dois mil hectares de terras aráveis para o desenvolvimento da agricultura e pecuária, com recurso à tecnologia moderna, para a geração de receitas e pagamento de todas as dívidas, avaliadas em 30 milhões, e o melhoramento das condições de vida dos associados.


Domingos Gerónimo disse que a instituição que dirige trabalha com parceiros privados nacionais que, posteriormente, vão gerir os projectos agro-pecuários do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional em todo o país, e os lucros derivados da sociedade serão repartidos, equitativamente, para o pagamento da dívida contraída e desenvolvimento de programas que visam beneficiar os associados.

"Trabalhámos nas províncias do Uíge, Malanje, Cunene, Bié e Zaire, onde os governos anuíram ao projecto e já cederam as parcelas de terra requeridas para o desenvolvimento da agricultura e pecuária”, revelou o superintendente-chefe Domingos Gerónimo.

 Salientou ser necessário trabalhar-se para a criação de fontes de receitas financeiras para resolução dos graves problemas que o CPPPN vive, para o pagamento do passivo de mais de 30 milhões de dólares e dar resposta à situação da saúde e bem-estar dos associados. Em todo o país existem mais de 130 mil associados que depositam cerca de 270 milhões de kwanzas em cada mês.

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