Sociedade

Polícias reforçam acções contra a violência doméstica

André Brandão | Ndalatando

A Delegação do Ministério do Interior (MININT), no Cuanza-Norte, vai reforçar as acções que visam combater os casos de violência doméstica e outros males que enfermam as famílias, disse, quinta-feira, em Ndalatando, o seu responsável.

02/12/2022  Última atualização 06H20
André Brandão | EDIÇÕES NOVEMBRO © Fotografia por: DR

O Comissário António Rosário Neto exortou, por isso, os efectivos do MININT a serem exemplos dessa luta, devendo ser os pioneiros a se despirem das práticas de violência doméstica e outros males que mancham a boa imagem da corporação.

O delegado provincial do MININT, que falava num acto enquadrado nos 16 dias de activismo pelo fim da violência contra as mulheres, realçou que a luta contra esse mal não deve ser encarada de forma isolada, pois, todos unidos é mais fácil contrapor a problemática.

O comissário espera que, durante a campanha, que decorre sob o lema "Juntos no Combate da Violência Doméstica Baseada no Género Rumo à Uma Sociedade Justa e Inclusiva”, os efectivos ajudem a população a evitar condutas socialmente condenáveis e adoptar comportamentos mais saudáveis para as famílias.

António Rosário Neto sublinhou que os trabalhos abnegados da Associação de Apoio à Mulher Polícia de Angola (AAMPA), através de palestras de sensibilização às comunidades, são um exemplo claro de como se pode contribuir para a elevação do sentimento de segurança na sociedade, sobretudo, nas famílias.

O responsável considerou que as mulheres associadas à AAMPA, no Cuanza-Norte, têm sido as maiores activistas no seio da corporação na luta contra o VIH/Sida, ao sensibilizarem e consciencializarem sobre os riscos da enfermidade e informarem das formas de prevenção de um dos males que muito desestabiliza as famílias angolanas.

A presidente da AAMPA, subcomissária prisional Elisa Salvador, denunciou que, em Angola, ainda existem mulheres e meninas que sofrem calada à violência doméstica, abusos sexuais e outros maus-tratos.

A subcomissária avançou que "o número exacto de estupros e agressões sexuais no país é difícil de se confirmar, mas, também, porque há impunidade de estupradores, por não serem denunciados pelas pessoas agredidas”, lamentou.

Elisa Salvador referiu que os 16 dias de activismo deve servir para as pessoas ganharem maior consciencialização sobre a necessidade de se erradicar a violência contra a mulher e divulgar os mecanismos legais para coibir a violência no género.

 

 Mais de quatro mil casos

O chefe de Departamento da Família e Igualdade do Género, no Cuanza-Norte, Eliseu Bento Miguel, salientou que de Janeiro a Novembro deste ano, o sector registou 4.096 casos de violência doméstica, o que representa uma diminuição de 246 ocorrências.

Eliseu Miguel explicou que, maioritariamente, os casos de violência doméstica estão relacionados com agressão física, falta de prestação de alimentos, entre outros, que não despoletam em processos-crime, por falta de denúncia.

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