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Polícia reforça presença nas artérias de Luanda

“17 de Setembro” é o nome atribuído a uma operação levada a cabo pela Polícia Nacional, em Luanda, desde segunda-feira última, para reforçar os níveis de segurança, com vista a prevenir a ocorrência de crimes, tendo para o efeito mobilizado um número considerado de efectivos de todas as unidades especializadas.

18/09/2019  Última atualização 02H33
André da Costa | Edições Novembro © Fotografia por: Motoristas são interpelados pelas forças policiais e as viaturas sujeitas a revistas

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Comando Geral da Polícia Nacional, comissário Orlando Bernardo, explicou que os efectivos realizam nas ruas da cidade, acções de patrulhamento para prevenir a ocorrência de actos delituosos.
A “Operação 17 de Setembro” visa o combate à criminalidade, recolha de marginais já catalogados, que tiram o sono às populações, desarmamento de civis, em posse ilegal de armas de fogo, prevenção da sinistralidade rodoviária, entre outras acções com vista a uma maior tranquilidade dos cidadãos.
Os cerca de 80 crimes re-gistados diariamente, em Luanda, uma cidade com mais de dez milhões de habitantes, não são alarmantes para as estatísticas da Polícia Nacional, se comparado com outros países, disse ontem ao Jornal de Angola o comissário Orlando Bernardo.
Segundo o porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, o que mais preocupa a corporação é a velocidade com que circula a informação sobre a violência, nas redes sociais, situação que contribui para o aumento do sentimento de insegurança e medo no seio da população. A ocorrência de crimes, disse o comissário Orlando Bernardo faz com que a Polícia Nacional se desdobre em operações, em Luanda, para dar mais sossego às populações, citando como exemplo, as operações “Reforço” e agora “17 de Setembro”.
Orlando Bernardo acentuou que há crimes cometidos com recurso a armas de fogo e assegurou que a corporação tem trabalhado na recolha de armas, durante as operações realizadas em diversos bairros da capital, assim como no resto do país. “Os cidadãos devem denunciar os portadores de armas de fogo, quer sejam familiares ou não, para que a Polícia Nacional, possa recolher e responsabilizar criminalmente os prevaricadores junto da Justiça, para que sejam julgados e condenados”, alertou o oficial.
Orlando Bernardo disse que os crimes cometidos com recurso a arma de fogo criam um sentimento de medo no seio das populações, sendo que vários cidadãos têm sido condenados pelos tribunais a penas de prisão devido a esta prática.
Muitos marginais obtêm armas de fogo, subtraídas a guardas de empresas privadas de segurança para usá-las depois em crimes violentos, afirmou o porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, sublinhando que actualmente há um controlo maior das armas de fogo dos armeiros das forças castrenses existentes no país.

Patrulhamento no Kilamba
Mais de 300 efectivos, apoiados por meios rolantes, foram mobilizados nas centralidades do Kilamba, KK-5000 e bairro Cinco Fio, no município de Belas, em Luanda, tendo os operativos realizado patrulhamento nocturno e várias acções para repor os níveis de segurança.
A comandante da 51º Esquadra da Centralidade do Kilamba, inspectora-chefe Victória Augusto, orientou as forças no terreno, ao mesmo tempo que pedia para mobilizarem os cidadãos para evitarem excessos e desacatos contra as autoridades policiais.
Durante a operação, alguns cidadãos aproveitaram para denunciarem pessoas que perturbavam o silêncio dos demais moradores, jovens com condutas desviantes. Nas ruas, várias viaturas foram alvos da “Operação Stop”, para revistas e verificação de documentos.

Satisfação dos moradores
Geovana Mayela, moradora da Centralidade do Kilamba, mostrou-se satisfeita com a presença massiva das forças policiais nas ruas nos últimos tempos. Guilherme Bernardo, outro morador, fez saber que o patrulhamento policial, o deixou mais seguro.
Para Carlos Santos, desde que se efectivou a implementação do projecto “A Nossa Esquadra”, os moradores da centralidade do Kilamba sentem-se mais tranquilos e pedem continuidade da actividade policial.
A comandante da 51ª Esquadra da Centralidade do Kilamba, disse que as forças da ordem têm trabalhado em colaboração com os moradores na denúncia de supostos marginais que se dedicam à vandalização de viaturas e assaltos.
Victória Augusto informou que a acção da Polícia Nacional tem permitido recolher um maior número de informações para a corporação articular melhor as estratégias de actuação no terreno.

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