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Polícia Nacional deteve grupo de burladores em Menongue

Carlos Paulino | Menongue

Jornalista

Pelo menos três cidadãos, com idades entre os 19 e 37 anos, foram detidos pela Polícia Nacional, por serem acusados do crime de burla de somas avultadas a várias pessoas, na província do Cuando Cubango.

11/09/2021  Última atualização 05H30
© Fotografia por: DR
Os supostos burladores, oriundos do Huambo e Benguela, foram detidos, às 15h00 de quarta-feira, no centro da cidade de Menongue, a bordo de uma viatura de marca Toyota Yaris, cor azul-escura, quando tentavam cometer mais um crime.

O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, superintendente-chefe Augusto Tomás, explicou que os referidos marginais foram apanhados em flagrante delito, com oito telefones supostamente roubados, 13 cartões multicaixas, duas embalagens de cadernos, com cada uma nota de cinco mil kwanzas em frente, para simular que tudo era dinheiro.

Foram encontrados com os acusados, um total de seis passes de serviço falsos dos bancos Sol e de Poupança e Crédito (BPC), dois rádios de comunicação portáteis, seis cartões de visitas, dois títulos de registo de propriedade automóvel e igual número de bilhetes de identidade, cartão de eleitor, recibo de multa de trânsito, entre outros meios.

Augusto Tomás realçou que o crime mais relevante que os supostos burladores terão cometido foi a 11 de Dezembro de 2020, numa loja de venda de material informático, na rua 1º de Maio, em Menongue, onde iludiram o assistente de venda para adquirirem seis telemóveis Samsung A20.

"Por indisponibilidade da totalidade desses aparelhos, foram apenas cedidos dois telefones, no valor de 400 mil kwanzas”, explicou. A esse vendedor, eles simularam ter em posse um suposto medicamento para cavalos e que já tinham clientes, um dos quais pagaria três milhões de kwanzas e outro oito milhões.

Dada a proposta aliciante, o assistente de venda entregou-os, também, três computadores, um HD de 500 GB, pasta de HD, bolsa de computador, com vários acessórios, bilhete de identidade e 50 mil kwanzas. "Tudo isso, ficaria avaliado em mais de dois milhões de kwanzas”, disse.

O porta-voz referiu que, na ânsia do lucro fácil, o assistente nem mais deu conta que esteve metido num negócio simulado pelos burladores.Augusto Tomás garantiu que a Polícia está atenta e tem estado acompanhar várias denúncias de grupos de supostos burladores, devidamente organizados, oriundos, sobretudo, da Huíla, Benguela, Huambo e Luanda.



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