Sociedade

Polícia garante resposta adequada aos criminosos

Roque Silva

Jornalista

O Comandante-geral da Polícia Nacional garantiu, ontem, no município da Quiçama, em Luanda, que a ordem e a tranquilidade não estão alteradas, sendo, por isso, a situação do país estável e segura.

28/09/2021  Última atualização 07H40
Comissário-chefe Paulo de Almeida falava no final da inauguraçao de postos policiais © Fotografia por: DR
O comissário-chefe Paulo de Almeida falava à imprensa no final da inauguração do posto policial do bairro Tandala, no município da Quiçama, quando questionado por jornalistas sobre a onda de crimes registados na passada semana e amplamente difundidos nas redes sociais, com maior registo na capital do país, em que estiveram em destaque assaltos com recurso à armas de fogo.

Paulo de Almeida considerou a situação calma, por estarem as instituições a funcionar e as pessoas a circular normalmente. "Podemos garantir que o país está estável e seguro. Naturalmente, todos devem contribuir para manter a tranquilidade”.

O comandante-geral da Polícia Nacional afirmou tratar-se de situações de oscilações de números de crimes, que ocorrem de forma cíclica, com aumentos e reduções, pelo que instou, por outro lado, as pessoas a contribuírem para a sua segurança.

Acrescentou que as tecnologias de informação "estão a ser mal usadas, para passar uma imagem de instabilidade e pôr em causa a paz, bem como inviabilizar os projectos do Executivo”.
"Há uma certa motivação para a prática desses crimes, que é necessário descortinar”,  disse Paulo de Almeida, que advertiu os cidadãos para que não insistam em práticas nocivas para a convivência sã em sociedade, sob pena de receberem respostas à altura.

"Vamos continuar a dar resposta com a mesma proporcionalidade. Somos uma instituição de bem servir, de garante da segurança, mas não teremos outra saída senão agir em conformidade às exigências. Hoje os crimes são mais visíveis, por haver uma comunicação mais aberta, devido às redes sociais”, explicou o comissário-chefe.

Paulo de Almeida anunciou, também, que a Polícia Nacional vai, nos próximos tempos, pas-
sar a divulgar as suas acções, por forma a desencorajar o cometimento de crimes.


Deficiências 

O comandante-geral da Polícia Nacional admitiu haver algumas limitações técnicas e de recursos humanos na corporação.
Segundo Paulo de Almeida, não tem sido possível dar cobertura aos planos operacionais traçados para a província de Luanda, porquanto a Polícia dispõe apenas de cerca de dez mil efectivos e 108 esquadras, para mais de oito milhões de habitantes.

"A segurança é cara, pois os meios devem ser renovados regularmente, só que o país vive uma situação financeira e económica que não proporciona ao Executivo condições para melhor servir a Polícia Nacional”.

Mais segurança em Tandala

A segurança pública no bairro Tandala, no município da Quiçama, foi reforçada com a inauguração, ontem, de um posto policial, pelo comandante-geral da Polícia Na-cional, Paulo de Almeida, em companhia da governadora de Luanda, Ana Paula de Carvalho.

Construído de raiz, no âm-bito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), o posto policial ficou orçado em mais de 230 milhões de kwanzas. A construção do posto policial, que tem duas celas, sala operativa, refeitório, WC e outros compartimentos ligados a área administrativa, durou 14 meses.

O sentimento de segurança paira desde ontem no seio dos populares do bairro Tandala, que alegam que vão deixar de ir à Vila da Muxima, para pedir auxílio à Polícia.
Alice Manuel, residente, disse que com o posto fica mais descansada, pois tem a segurança garantida.

Por sua vez, Adália Domingas disse que o posto policial vai inibir os actos de violência doméstica e roubos de telhas que se registam com frequência naquela zona. "As residências vazias têm sido assaltadas, há também no interior de moradias agressões entre casais e ofensas corporais entre familiares, com o uso de facas”.

O comissário-chefe Paulo de Almeida considerou o posto policial uma mais valia para a comunidade, por estarem criadas as condições para garantir a ordem e a tranquilidade pública.

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