Sociedade

Polícia detém dois indivíduos por venda de peixe estragado

Weza Pascoal | Menongue

Jornalista

A Polícia Nacional na província do Cuando Cubango deteve, no dia 10 deste mês, dois cidadãos nacionais, com idades compreendidas entre 23 e 27 anos, na posse de 333 caixas de peixe sardinha em estado de deterioração e que comercializavam no mercado informal do bairro Castilho, arredores da cidade de Menongue.

15/11/2022  Última atualização 10H07
Grandes quantidades de peixe estragado foram apreendidas © Fotografia por: Edições Novembro
Segundo o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, superintendente-chefe Augusto Tomás, os dois cidadãos estão a ser indiciados pelo crime de adulteração de substâncias alimentares, porque tinham o conhecimento do estado em que se encontrava o peixe, sendo impróprio para o consumo humano e ainda assim insistiam na sua comercialização.

 Augusto Tomás disse o peixe sardinha congelado, pertença da empresa João António e Irmãos Lda, era impróprio para o consumo humano e cada caixa estava a ser comercializada a três mil kwanzas, ao contrário dos sete a dez mil kwanzas que tem sido vendida normalmente.

Explicou que, além do número acima referido, outras 350 caixas de peixe sardinha foram atiradas, pela mesma empresa, numa vala no bairro 21, na via que liga a cidade de Menongue ao município do Cuito Cuanavale, para a sua destruição, mas o produto foi recolhido pela população.

 "Apesar de ter sido colocado fogo para a destruição do peixe estragado, tão logo  a população apercebeu-se invadiu o local, retirando várias caixas para o consumo e para a comercialização”, explicou.

 O soba do bairro 21, Fernando Nguxi, disse que a população ignorou o seu apelo no sentido de não consumir o peixe. Acrescentou que várias pessoas daquela zona e das circunscrições próximas comeram, porque a notícia espalhou-se de forma rápida.  "Graças a Deus não tivemos o relato de que alguém tenha passado mal depois de ter consumido o peixe” explicou.

 Fernando Nguxi disse ainda que esta não é a primeira vez que uma empresa de venda de mercadorias congeladas decide ir destruir produtos na vala. Só neste ano, referiu, já ocorreu três vezes, sendo o peixe e o frango  os principais produtos, por isso a população tem controlado e assim que os homens saem do local apagam o fogo e retiram as caixas.

 Apelou às empresas sedeadas na cidade de Menongue no sentido de destruir os produtos em zonas mais distantes e isoladas.

"Esse bairro é constituído apenas por camponeses e nem sempre temos dinheiro para comprar carne ou peixe para acompanhar as nossas refeições, estamos acostumados a comer quisaca e outras folhas com funje”.

 

Contrabando de combustível

Segundo o porta-voz do Co-mando Provincial da Polícia Nacional foi detido, na semana finda, um cidadão nacional de 35 anos, na posse de 9.250 litros de  gasóleo e 250 de gasolina, a bordo de um camião de marca STEYR, com a matrícula LD-02-03-FG, com destino ao município do Cuito Cuanavale.

O superintendente-chefe Augusto Tomás acrescentou que o cidadão em causa não se fazia acompanhar de nenhum documento que comprove que  está habilitado para conduzir um automóvel, nem da viatura e facturas de aquisição do combustível.

 Garantiu que foi instaurado o processo-crime e o indivíduo será presente ao  Ministério Público, junto do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) do Comando Provincial da Polícia Nacional. 

 Deu a conhecer que, desde o princípio deste ano, já foram apreendidos mais de 30 mil litros de combustíveis em várias operações realizadas no interior da província, sobretudo nos municípios do Calai, Cuangar e Rivungo, que fazem fronteira com as vizinhas Repúblicas da Namíbia e da Zâmbia.

 Explicou que a Polícia Nacional tem acompanhado com muita preocupação a tendência crescente de contrabando de combustível.

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