Economia

Plano Nacional de Habitação investe 1,5 mil milhões de euros

O Plano Nacional de Habitação de Cabo Verde prevê investimento de 1,5 mil mi-lhões de euros até 2030. Com o referido programa, mais de 40 mil famílias cabo-verdianas, equivalente a 25 por cento do total, que vivem em casas sem condições, poderão ver ultrapassado o actual cenário, segundo estimativa do Plano Nacional de Habitação.

12/01/2022  Última atualização 08H21
Casas com mais dignidade é o que a ONU Habitat recomenda © Fotografia por: DR
O documento do Governo, oficializado com a recente publicação, foi desenvolvido com o apoio da ONU Habitat e conclui que "mais de 40 mil agregados familiares” em Cabo Verde vivem "em alojamentos residenciais qualitativamente deficitários, apresentando alguma patologia de ordem física e carecendo da instalação de algum tipo de serviço básico”.

"A nível quantitativo, o défice habitacional é calculado na ordem dos 8,7 por cento, significando um total de aproximadamente 13,8 mil agregados familiares vivendo em domicílios improvisados ou rústicos, ou que estejam ainda na condição de despesa excessiva, superlotação ou de convivência familiar”, lê-se no documento, a que a Lusa teve, ontem, acesso.

Assim, o PLANAH 2021-2030, para "atender o défice e uma necessidade habitacional que excede as 24 mil casas”, prevê que "Cabo Verde precisará infraestrutura uma área superior a 600 hectares de terreno”, bem como "rever ou elaborar mais de 190 planos urbanísticos, entre planos directores municipais e detalhados”.

Reconhece que o défice habitacional em Cabo Verde "é concentrado e de natureza urbana”, sendo que a ilha de Santiago e o município da Praia, capital do país, "respondem, respectivamente, por quase 40% e 30 por cento de toda a carência habitacional, seja ela de ordem qualitativa ou quantitativa”, seguindo-se a ilha de São Vicente, a segunda região mais habitada do país.

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