Cultura

Plano do centro histórico está a ser actualizado

Kayila Silvina | Mbanza Kongo

Jornalista

O Comité de Gestão do Centro Histórico de Mbanza Kongo deu início, na semana passada, ao processo de actualização do plano de gestão de bens inscritos na lista do Património Mundial, para cumprir com as recomendações da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

09/05/2022  Última atualização 08H20
Museu dos Reis Kongo é um dos espaços de referência na manutenção da cidade como Património Mundial da Humanidade © Fotografia por: Garcia Mayatoko | edições novembro | Mbanza Kongo

O chefe do gabinete técnico do comité, Biluka Nsakala Nsenga, anunciou o facto numa palestra, realizada, em Mbanza Kongo, a propósito do Dia do Património Mundial Africano, celebrado a  5 de Maio.

A actualização do plano de gestão, disse, conta com a participação de especialistas estrangeiros, nacionais e técnicos do centro histórico, que devem concluir o processo num período de cinco anos. 

Biluka Nsakala Nsenga frisou que o governo angolano tudo está a fazer, para que não haja problemas relacionados com as recomendações deixadas pela UNESCO, aquando da inscrição da cidade na lista do Património Mundial da Humanidade, no dia 8 de Julho de 2017.

Entre as várias recomendações da UNESCO constam o fornecimento de energia eléctrica e água potável e a construção de infra-estruturas nos sectores da educação e de hotelaria na antiga capital do Reino do Congo.

"Já foram cumpridas todas as recomendações e o Comité de Gestão está a trabalhar na conservação, valorização e preservação de todo o património cultural de Mbanza Kongo”, disse, acrescentando que, para este efeito, o órgão recebe do governo central, mensalmente, uma verba de seis milhões de kwanzas. 

"Não basta que uma cidade seja classificada. É preciso trabalhar na criação de condições para a satisfação das necessidades básicas das populações e estes possam, igualmente, permitir que a cidade tenha visibilidade mundial e com isso poder receber mais turistas”, frisou. 

O chefe da área de investigação científica do gabinete da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos do Zaire, Avelino Manzueto, considerou a conservação, protecção e valorização do património histórico e cultural de Mbanza Kongo como uma responsabilidade de todos os angolanos e não apenas do Comité de Gestão.  "A responsabilidade de conservar este património mundial da humanidade é de todos os angolanos e não somente do centro histórico ou do gabinete da Cultura e Turismo”, lembrou.

Dos monumentos e sítios que serviram como provas do valor excepcional de Mbanza Kongo, no contexto mundial, para a sua inscrição na lista do Património da Humanidade constam o Kulumbimbi, o primeiro templo da Igreja Católica construída na África subequatorial, Yala-Nkuwu, árvore milenar, o Museu dos Reis do Kongo, o Tribunal tradicional do Lumbo, Sunguilo e Tadi dya Bukukua, onde eram lavados e mumificados os restos mortais dos antigos soberanos do Reino do Congo. 

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