Economia

Plano Director levado à ONU tem políticas ecológicas

O Plano Director Nacional dos Transportes e Infra-estruturas Rodoviárias, adoptado pelo Governo com um prazo de implementação de 20 anos, foi apresentado, sábado (16), pelo ministro Ricardo D’Abreu, como “um programa ambicioso” para a construção e investimento em transporte ecológicos e sustentáveis no país, tal como preconizado pelas Nações Unidas.

17/10/2021  Última atualização 08H16
© Fotografia por: DR
O ministro dos Transportes representou o país na 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Transportes Sustentáveis, realizada em Pequim, China, de forma presencial e virtual, proferindo um discurso em que subscreveu as iniciativas da instituição internacional no domínio da adopção de práticas ecológicas e sustentáveis, descrevendo as acções em curso em Angola.

Na intervenção, realizada de forma virtual, Ricardo D’Abreu destacou o Plano por identificar projectos cruciais, potenciadores da economia e da interligação com a da África Austral, onde Angola desempenha um papel estratégico na facilitação das trocas comerciais e na redução do custo de vida das populações da região.

"No nosso Plano Director estão estabelecidos os mecanismos que permitirão o processo de transição energética do sector dos transportes, no nosso país”, realçou o ministro, insistindo que a agenda do Governo angolano alinha-se "aos compromissos assumidos globalmente”.

Nessa mesma acepção, anunciou, o Governo está a concluir a Estratégia Nacional para a Electromobilidade em Angola, bem como todo o quadro legal e regulamentar de suporte.

"A introdução de veículos totalmente eléctricos deverá obedecer a um processo faseado, quer por segmentos, quer por regiões, permitindo um crescimento e expansão da rede de carregamento na medida da capacidade de produção e distribuição de energia a nível nacional”, afirmou o ministro ao enunciar aspectos do documento.

No domínio da mobilidade urbana, adiantou, o Governo está a finalizar o lançamento do concurso para a construção do Metro de Luanda, um sistema que vai funcionar totalmente dependente de energias limpas "e será a espinha dorsal da mobilidade urbana de Luanda”, uma cidade com nove milhões de habitantes.

Ricardo D’Abreu acrescentou que, na sua estratégia Nacional de Combate às Alterações Climáticas, o Governo assumiu compromissos nos diferentes sub-sectores dos Transportes alinhados com as convenções internacionais e a agenda dos reguladores nacionais, a nível aéreo, marítimo e portuário, ferroviário e rodoviário.

Dispondo destes instrumentos, declarou, Angola considera necessária uma reflexão das Nações Unidas sobre três eixos fundamentais, nomeadamente, o acesso aos meios financeiros e mecanismos sustentáveis de investimento em infra-estruturas e serviços de transportes;  acesso e desenvolvimento da tecnologia; bem como a formação e partilha de conhecimento.

O discurso de Ricardo D’Abreu foi proferido na sessão de ministros, sucedida por painéis de peritos e de grupos de trabalho sobre as questões levantadas pela conferência, de acordo com uma nota de imprensa em que o Ministério dos Transportes divulgou, ontem, a participação do Governo na conferência.     


Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia