Economia

PLANAGEO fica concluído no próximo ano

Ana Paulo

Jornalista

Os projectos em execução no âmbito do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO) vão estar concluídos em meados do próximo ano, de acordo com o secretário de Estado para os Recursos Minerais.

17/01/2022  Última atualização 05H50
Identificação da riqueza mineral pelo país confirma existência de reservas para largos anos © Fotografia por: DR
Jânio Corrêa Victor disse, a respeito, que o PLANAGEO está em ritmo normal e cumprindo as etapas previstas do respectivo cronograma revisto. Explicou que algumas iniciativas foram já concluídas e outras seguem na fase final da sua execução.
Quanto aos projectos já finalizados, o secretário de Estado realçou que muitos resultados do programa já estão a ser aplicados. A título de exemplo, destacou os recém-inaugurados laboratórios nas províncias de Luanda e Huíla (Lubango).
Conforme justificou Jânio Corrêa Victor, o Plano Nacional de Geologia tinha como data para o seu termo, final de 2021. Tal não ocorreu devido ao surgimento da pandemia  da Covid-19, que culminou no ligeiro atraso dos projectos.
"Como ainda há etapas  por cumprir, não obstante a estes constrangimentos, vamos entregar todos os planos em meados de 2023", garantiu Jânio Corrêa Victor.
Reafirmou ainda que, para este ano, está previsto a inauguração de mais laboratórios  na província da Lunda-Sul, propriamente em Saurimo, além de outros dois dispensatórios regionais.
Um outro processo avançado, ainda no âmbito do Plano Nacional de Geologia (PLANAGEO), é a implementação de depósitos já existentes, que segundo o governante são armazéns com reservas para períodos longos.
"Estamos a falar de ferro, depósitos de diamantes, que são bons investimentos com retorno positivo, porquanto os recipientes têm reservas para um horizonte temporal  de 100 anos, quiçá muito mais", reiterou.

No intuito de promover o desenvolvimento equilibrado e sustentado do sector  geológico e mineiro a nível nacional, Jânio Corrêa Victor explicou que o programa se dividiu em três partes, nomeadamente Sul, que compõe as províncias de Benguela, Namibe, Cunene, Huíla e uma parte do Cuando Cubango e Huambo, ficando com um consórcio luso-espanhol denominado União Temporária de Empresas; A parte Norte, com início em Cabinda, passa por Zaire, Luanda, Malanje, Cuanza-Norte, Uíge e uma parte da província da Lunda-Norte, entregue  à empresa Chinesa "Acitic Acid". Já a parte Leste, comporta as províncias da Lunda-Norte, Lunda-Sul, Moxico e também o Cuando Cubango. Esta foi entregue a um consórcio brasileiro.

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