Política

PHA quer ver esclarecidos procedimentos técnicos da CNE

O PHA (Partido Humanista de Angola) quer esclarecimentos sobre procedimentos técnicos da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) ligados à organização das assembleias de voto. A intenção foi manifestada, ontem, em Luanda, pelo candidato a Vice-Presidente da República.

03/08/2022  Última atualização 08H53
Membros do PHA estão preocupados com assembleias de voto © Fotografia por: DR

Victor Lopes, que abordou o assunto em conferência de imprensa, disse que o partido está preocupado com um eventual  excesso de boletins de voto, que podem, no caso de se confirmar a sua existência, ameaçar o processo eleitoral.

Por essa razão, continuou, o PHA solicita à CNE a proceder esclarecimentos sobre a situação, por forma a evitar especulações negativas e  "ruído no processo eleitoral.

O candidato a vice-presidente do PHA disse que o seu partido "recomenda" à CNE a garantia de que haja em cada assembleia de voto "uma logística adequada para a produção de cópias legíveis e autênticas das actas-sínteses que sejam suficientes para todos os delegados das oito formações políticas concorrentes às eleições.

 Relativamente ao apuramento e difusão dos resultados, Victor Lopes apela que, além do apuramento a ser feito de forma manual, ele  deve, também, contemplar com soluções tecnológicas que garantam maior segurança e transparência no processo eleitoral.

O Partido Humanista de Angola, caso vença as Eleições Gerais, admite a porta-voz, pretende colocar o ser humano como valor e preocupação central da sua governação, jusitificando que o "humanismo é o único modo  de preservar a democracia, a justiça, a paz social e o bem-estar comum”.

Laurinda Chingongo afirmou que o partido vai trabalhar para a criação de uma sociedade humanista administrada, por uma ordem jurídica capaz de libertar e valorizar a força de trabalho, permitindo construir um sistema de riqueza para todos.

Em declarações ao Jornal de Angola, na sexta-feira última, a porta-voz referiu que o PHA prevê aprofundar a democracia, reformar as instituições, implementar uma justiça transicional e transparente, o direito à memória histórica, bem como promover a dignidade da mulher, da criança e da pessoa idosa. Na vertente económica, consta "a construção de uma economia que esteja ao serviço do ser humano, e não o ser humano ao serviço da economia”. O PHA está satisfeito com a campanha que realizou primeira semana da corrida às Eleições Gerais. 

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