Desporto

Petro volta a defrontar o FAP 39 dias depois

Melo Clemente|Kigali

Jornalista

Trinta e nove dias depois, as formações do Petro de Luanda e do FAP dos Camarões voltam a medir forças, desta em jogo referente às meias-finais da segunda edição da Basketball African League. O desafio está marcado para quarta-feira, dia 25, às 13h30, no Pavilhão Arena de Kigali, no Rwanda.

23/05/2022  Última atualização 08H30
Atletas estão confiantes e acreditam que vão marcar presença na final agendada para o dia 28 © Fotografia por: Vigas da Purificação /Edições Novembro

Hoje, os campeões nacionais que estão engajados na conquista da coroa africana, começam a traçar as estratégias para voltarem a vergar o representante dos Camarões, que se diga, veio para esta competição com o objectivo bem definido, que passa por erguer o troféu, de acordo com o técnico Francois Enyegue.

Com o grupo a respirar saúde, o treinador José Neto, que deste modo, poderá contar com todas as suas unidades para a ponta final da referida competição, vai aprimorar os diferentes sistemas tácticos.

O apagão que a equipa registou, frente ao Association Sportive de Salé de Marrocos, no derradeiro período, em que sofreu 37 pontos, parece não preocupar o técnico brasileiro. "Não creio que temos de fazer trabalho específico em face do que aconteceu no sábado. O nosso adversário naquela fase foi mais competente que nós. Agora temos é que manter o nosso foco", disse o técnico que cumpre o segundo ano de contrato com o clube tricolor.

O capítulo defensivo vai seguramente marcar as sessões de treinos, nestes dois dias, que antecedem a disputa da meia-final da BAL.

Ofensivamente, a equipa do Eixo Viário continua a produzir bem, obtendo uma média de cem pontos por cada desafio, o que revela a apetência do ataque petrolífero.

Sábado, apenas quatro jogadores atingiram os dois dígitos, nomeadamente Carlos Morais (27 pontos), Childe Dundão (19), Gerson "Lukeny" Gonçalves (14) e Aboubakar Gakou, com 12 pontos, respectivamente. Entretanto, os campeões nacionais tornaram as coisas fáceis e ultrapassaram, com alguma facilidade o representante marroquino.

José Neto acredita que os índices de concentração do grupo vão se manter, até ao dia 28, fazendo fé e exteriorizando o desejo de disputar a final e erguer o troféu em posse do Zamalek do Egipto.

Quem também demonstrou a crença do grupo, foi o capitão, Carlos Morais, que aos 36 anos, continua a ser a principal unidade do Petro de Luanda. "Nós estamos aqui com a missão de vencer todos os adversários que nos aparecerem. Dentro do respeito que temos por todos eles vamos procurar dar tudo em campo para  que no final a vitória nos sorria", disse o internacional angolano.


Eliminação do REG afasta público do pavilhão 

O afastamento precoce da formação do Rwanda Energy Group (REG), nos quartos-de-final da segunda edição da Basketball African League (BAL), afastou o público do Pavilhão Arena de Kigali.

Fruto da campanha da formação caseira na Conferência Sahara, que ocupou o primeiro lugar, superando inclusive equipas cotadas como o US Monastir da Tunísia e Association Sportive de Salé de Marrocos, a esperança dos rwandeses estava bem acentuada, e acreditavam na presença na final.

Sábado, para a segunda partida dos quartos-de-final, o público lotou o Pavilhão Arena de Kigali, para empurrar a formação do REG para as meias-finais.

Contra todas as expectativas, o sonho dos rwandeses transformou-se em pesadelo, uma vez que foram incapazes de vergar os camaroneses do FAP, com quem perderam por 63-66.

Com a presença de Paul Kagame, Presidente do Rwanda, no final da partida, o público aplaudiu de forma eufórica a equipa do REG, que tudo fez para se manter em prova.

Ontem, para as duas últimas partidas dos quartos-de-final registou-se pouca afluência do público.

O cenário, ao que tudo indica, não deverá mudar nas próximas partidas, dada a desilusão que o Rwanda Energy Group causou.  

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