Desporto

Petro pode destituir hoje Sagrada em jogo do título

Paulo Caculo

Jornalista

A conquista do título do presente Girabola é o “pano de fundo” do duelo entre o Petro de Luanda e o Sagrada Esperança da Lunda-Norte, hoje, às 16h30, no Estádio Nacional 11 de Novembro, referente ao encerramento da 26ª jornada.

17/05/2022  Última atualização 21H50
Petrolíferos e diamantíferos defrontam-se no 11 de Novembro © Fotografia por: Vigas da Purificação |Edições Novembro

Separados na tabela classificativa por seis pontos, tricolores (1º/65 pontos) e diamantíferos (2º/59) medem forças pela primazia, num jogo que pode definir o campeão, em caso de vitória da equipa de Luanda.

Trata-se de um jogo entre dois conjuntos com características completamente distintas: será o confronto entre o futebol veloz dos diamantíferos, contra a qualidade de transição dos tricolores.

Apesar do ligeiro favoritismo atribuído ao Petro de Luanda, em virtude do histórico de confrontos entre ambos e o bom momento da equipa de Alexandre Santos, espera-se muito do Sagrada Esperança, sobretudo da sua dupla de ataque, Jó Paciência e Luís Tati, simplesmente os actuais "abonos de família” da avalanche ofensiva da equipa Lunda, desde a saída do goleador Depú.

Os tricolores não pensam em outro objectivo que não seja a conquista dos três pontos que os coloca, irremediavelmente, a um passo de erguerem o troféu e colocarem um ponto final às 12 penosas épocas de jejum.

Tem contribuído para elevar a confiança e aguçar a expectativa do conjunto às ordens de Alexandre Santos o excelente ambiente que se vive no balneário, mercê da recente prestação positiva patenteada na Liga dos Clubes Campeões Africanos, onde voltaram a atingir as meias-finais.

Mas o Petro  precisa precaver-se do potencial atacante da equipa treinada por Roque Sapiri, caso queira continuar a alimentar o sonho do título. O Sagrada é um conjunto matreiro e que sabe adormecer o adversário, criando condições para em momentos cruciais protagonizar o golpe fatal.

Residem na defesa as principais fragilidades do Petro, pois os últimos jogos  mostram que a maior parte dos golos sofridos pela equipa surgiram de jogadas pelas alturas. Ou seja, o conjunto petrolífero não se dá muito bem com o jogo aéreo, curiosamente um ponto fortíssimo dos diamantíferos, que tiram melhor partido dos lances de bola parada.

Portanto, ao Petro  não bastará confiar no seu meio-campo criativo, onde a magia do futebol artístico de Megue, Soares ou Job fazem toda a diferença. A dupla de centrais Kinito e Pinto há muito que revela dificuldades com as bolas pelas alturas e precisa de corrigir este item, sob risco de ser surpreendido.

Adivinha-se que o Petro venha a entrar para este jogo com tudo e mais alguma coisa. Os tricolores desejam fechar a época em grande e perseguem o título há 12 anos, desde o último conquistado em 2009. O jejum já vai longo e a equipa encara o jogo desta tarde  como se de uma final se tratasse.

O técnico dos tricolores não só deposita as apostas no seu ataque mortífero, assente no dueto formado por Yano e Tiago Azulão, mas também confere liberdade a um meio-campo que acumula uma mescla de força e resistência.

No desafio da primeira volta, recorde-se, o Sagrada Esperança derrotou o Petro de Luanda, por 2- 1, pelo que, o jogo deve assumir igualmente contornos de "ajuste de contas”.  

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