Desporto

Petro mantém acesa chama nas Afrotaças

António Cristóvão

Jornalista

A aposta na simplicidade de processos, sem correrias desenfreadas em direcção à baliza, valeu ao Petro de Luanda a vitória (2-0), frente ao Nars Hussein Dey da Argélia, ontem no Estádio Nacional 11 de Novembro, para a quinta e penúltima jornada do Grupo D da Taça da Confederação Africana de futebol.

11/03/2019  Última atualização 08H02
Contreiras Pipas

O regresso aos registos do triunfo (2-1) frente ao Gor Mahia do Quénia, na segunda ronda da fase de grupos da prova continental, devolveu a tranquilidade à equipa tricolor orientada pelo hispano-brasileiro Roberto Bianchi, num jogo disputado à hora do almoço.
O embaixador angolano acabou por ser um prato indigesto para o adversário, que viu o desempenho condicionado pela elevada temperatura, razão pela qual foi observada uma paragem técnica em cada uma das partes do jogo, com vista a hidratação dos atletas.
A presença em campo de Vá, jogador com vertigem ofensiva, transfigurou pela positiva a postura do Petro, comparativamente ao desempenho assinado na jornada passada, que ditou a derrota caseira, por 0-1, diante do Zamalek do Egipto.
Certos de que a aparente vivacidade dos magrebinos tinha tempo de vida útil controlado em contagem decrescente, os pupilos de Bianchi souberam esperar pacientemente pelos momentos de agredir o opositor. A grande preocupação foi afastar a bola da baliza defendida por Élber.
Depois de algumas tentativas de fora da área de penalidade e tabelinhas para finalizar em situação de vantagem posicional, coube a Job, num perfeito número mágico, abrir a contagem, na cobrança de um livre descaído para a linha do fundo. O relógio assinalava o quarto de hora, quando o guarda-redes Gaya Merbah, como se tivesse sido hipnotizado, foi recolher a bola dentro da baliza.
As pilhas do Hussein Dey duraram apenas meia-hora. Daí para frente, a preocupação dos forasteiros passou a ser a poupança de energia, enquanto os anfitriões aguardavam pelo momento do golpe fatal, que acabou por chegar com o auxílio do árbitro Bernard Camille, das Seychelles, ao transformar uma falta fora da área em grande penalidade.
Sem culpa do desacerto do juiz, chamado a cobrar o castigo máximo, Tiago Azulão fixou a vantagem em dois golos. Estava carimbado o segundo triunfo do Petro de Luanda, que teve tudo para ser mais expressivo, pelas oportunidades desperdiçadas.
A etapa complementar foi inteiramente controlada pelos petrolíferos, que apenas a espaços viram os argelinos rondar a baliza de Élber. Simples e objectivo, o Petro segurou o avanço no marcador, com direito a carrossel na parte final do desafio.
Das bancadas saía o incentivo aos atletas. Poucos, mas bons, os adeptos entraram numa perfeita comunhão com a equipa, imbuídos da importância da conquista dos três pontos nas contas do apuramento para os quartos-de-final, visto que os vice-campeões do Girabola voltam a depender apenas de si. A decisão fica para o próximo final de semana, no reduto do Gor Mahia, quando o Hussein Dey vai receber o Zamalek.

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