Desporto

Petro defronta Monastir após triunfo sobre o FAP

Melo Clemente|Kigali

Jornalista

O Petro de Luanda apurou-se para a final da segunda edição da Basketball African League (BAL), ao derrotar quarta-feira(25), no Arena de Kigali (Rwanda), o FAP dos Camarões, por 88-74, na primeira meia-final da competição.

26/05/2022  Última atualização 09H05
© Fotografia por: Viagas da Purificação| Edições Novembro | Kigali

Com vantagem no histórico, duas vitórias contra nenhuma do  opositor (66-64 e 73-60), os campeões nacionais entraram determinados no desafio, mas o excesso de lançamentos exteriores falhados nos minutos iniciais permitiu à formação camaronesa adiantar-se no marcador, com um lançamento à longa distância.

Dada a ausência do jogo interior, o Petro de Luanda foi obrigado a apostar nos lançamentos exteriores, que teimavam a entrar. Em menos de quatro minutos, o "embaixador” angolano somava já oito lançamentos exteriores falhados.

Mas, mesmo assim, o FAP foi incapaz de assumir a marcha do marcador.

A vencer por 15 pontos de diferença (20-5), os campeões nacionais permitiram a redução para nove pontos (22-13), ao cabo dos primeiros dez minutos.

No segundo período, os camaroneses do FAP conseguiram equilibrar o rumo dos acontecimentos, fruto da eficácia nos lançamentos à longa distância, fundamentalmente, nos primeiros cinco minutos, fase em que o jogo interior do Petro de Luanda não se fazia sentir.

Com o capitão Carlos Morais a sofrer uma marcação impiedosa, face aos estragos que causou no desafio diante do AS Salé de Marrocos, no qual  anotou 27 pontos, 19 deles dos seis metros e 75, coube ao pequeno grande Childe Dundão assumir as acções ofensivas dos campeões angolanos.

Ao intervalo, o base da equipa petrolífera somava já 15 pontos. Gerson Gonçalves "Lukeny” tinha dez, ao cabo dos primeiros 20 minutos.

Por seu turno, Carlos Morais tinha marcado, incrivelmente, apenas três.

Apesar disso, os campeões nacionais foram para o intervalo a vencer por uma diferença de onze pontos (46-35).

Com uma defesa coesa, em que a pressão era exercida a partir da quadra contrária, o Petro de Luanda conseguiu alargar a vantagem para 16 pontos, quando restavam oito minutos para o termo do terceiro quarto (51-35).

Childe Dundão era o único que estava com a "mão quente” nos lançamentos exteriores.

Ante à incapacidade ofensiva do FAP, fruto da pressão exercida, os tricolores  "esticaram” para 22 pontos de diferença à entrada do derradeiro período (69-47).

Sem Childe Dundão, que foi para o merecido descanso, as acções ofensivas do Petro de Luanda passaram a ser da responsabilidade de Gerson Domingos.

Nesta etapa, os tricolores limitaram-se a gerir a marcha do marcador, para  gáudio da pequena claque angolana que, ontem, recebeu ajuda de centenas de adeptos rwandeses.

Com 18 pontos anotados, Childe Dundão foi o cestinha da partida, para além de ter capturado quatro ressaltos e feito igual número de assistências. Yanick Moreira, com 9 ressaltos, foi o "rei” dos ressaltos.

Na outra meia-final, Zamalek do Egipto mediu forças com US Monastir da Tunísia, com triunfo de "cambalhota” da equipa tunisina, por 88-81,  depois de estar a perder ao intervalo por 35-40.

A final acontece amanhã, ao passo que, amanhã, joga-se para a decisão do terceiro lugar entre Zamalek e FAP.


"Estou muito feliz porque chegamos à final”

José Neto, brasileiro ao serviço do Petro de Luanda, era um técnico visivelmente satisfeito com a qualificação para a final de amanhã.

"Estou muito feliz, porque conseguimos atingir a final, que era a primeira meta. O FAP dos Camarões é uma boa equipa, e sempre nos colocou grandes dificuldades e hoje (ontem) não fugiram à regra. Agora vamos trabalhar para o jogo da final”, finalizou.

"Enfrentámos a selecção de Angola”

No final da partida, o técnico camaronês, Francois Enyengue, rendeu-se à superioridade dos campeões angolanos, tendo afirmado que enfrentaram uma equipa experiente e com jogadores que fazem parte do núcleo duro da Selecção Nacional. "Tivemos pela frente uma equipa bastante experiente e com jogadores que fazem parte da selecção de Angola. Penso que temos que dar os parabéns ao adversário”.

 

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