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Pessoas com deficiência beneficiam de formação

Tatiana Marta | Huambo

Um total de 300 pessoas com deficiência está a beneficiar de cursos profissionais, no âmbito do Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade (PAPE), inserido no Programa Nacional de Reintegração da Pessoa com Deficiência.

16/09/2022  Última atualização 07H55
Objectivo das autoridades é fomentar o auto-emprego visando a melhoria da qualidade de vida © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro

A referida formação é destinada aos associados na Liga de Apoio à Integração de Pessoas com Deficiência (LARDEF) e, de acordo com o seu coordenador, Marcos Kessongo, dos 300 filiados cadastrados 40 já beneficiaram, este ano, de formação técnico-profissional e de kits diversos.

"A inserção das pessoas com necessidades físicas nos cursos profissionais tem como propósito fomentar o auto-emprego. Os contemplados são membros da LARDEF, que, através de vários programas de inclusão social, levados a cabo em parceria com várias instituições, beneficiam de cursos de Pastelaria, Culinária, Corte e Costura, Artes e Ofícios, promovidos pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP)”, disse Marcos Kessongo.

Ao falar a propósito da situação actual da pessoa com deficiência na região do Planalto Central, Marcos Kessongo disse ser fundamental a inserção dos filiados no mercado formal ou a incorporação no sistema produtivo, com a implementação de leis favoráveis à protecção desta franja da sociedade, em prol da igualdade de oportunidades.

O coordenador da LARDEF disse que as pessoas com deficiência enfrentam sérias dificuldades, tanto na família, como na sociedade, que continuam a discriminá-lo. Defendeu o reforço de acções com o objectivo de punir práticas do género.

Com esta formação, acrescentou, os deficientes têm a oportunidade de inserir-se, com mais facilidade, na vida social, aproveitando os conhecimentos adquiridos nas mais variadas profissões, visando a melhoria, cada vez mais, das suas condições de vida.

Marcos Kessongo referiu que Angola tem inúmeras leis, principalmente de protecção das pessoas com deficiência, que carecem de implementação efectiva, para a resolução dos problemas que os afectam, com foco no acesso ao emprego, habitação, meios de compensação e serviços sociais básicos.

Fez saber que a LARDEF controla mais de 300 pessoas, das quais 251 são membros efectivos, e tem desenvolvido, entre várias acções, campanhas de sensibilização junto das comunidades, para combater o estigma e a discriminação.

Reconheceu o contributo do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) e de outros parceiros sociais na integração socioeconómica das pessoas com deficiência na província do Huambo.

Acrescentou que a LARDEF pretende identificar e criar mecanismos que permitam a reinserção dos beneficiários em cooperativas de produção, assim como a sua integração nos centros de reabilitação física.

A LARDEF é uma Associação Não-Governamental angolana, sem fins lucrativos, em funcionamento nas províncias de Benguela, Huambo e Luanda (sede), com a missão de apoiar as pessoas com deficiência, sobretudo, na advocacia e defesa dos seus direitos.

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