Desporto

Pérolas buscam primeiro triunfo frente às nipónicas

Teresa Luís

Jornalista

A Selecção Nacional procura alcançar na madrugada de amanhã, às 1h00, a primeira vitória no torneio sénior feminino de andebol dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020, quando defrontar a similar do Japão, no Yoyogi National Stadium.

30/07/2021  Última atualização 08H05
Pivô Albertina Kassoma é uma das jogadoras mais eficazes no ataque da Selecção Nacional © Fotografia por: IHF.INFO
O desafio entre angolanas e japonesas é referente à quarta jornada do Grupo A. Apesar das três derrotas consecutivas, as campeãs africanas mostram-se confiantes na quebra dos desaires. Filipe Cruz e comandadas antevêem dificuldades, pois vão enfrentar a selecção anfitriã.

O "sete" nacional aposta na concentração defensiva e eficácia ofensiva, para fazer frente às nipónicas. Por outro lado, recomenda-se disciplina ao grupo, de modo a evitar várias suspensões de dois minutos, tal como se assistiu na ronda anterior.

Hoje, em dia de descanso, as Pérolas ensaiaram a estratégia a ser adoptada diante das japonesas, com o objectivo de frustrar os intentos das adversárias. Face à exibição apresentada no decorrer do torneio, Angola e Japão estão equilibradas no capítulo competitivo, ou seja, são equipas do mesmo campeonato.

O Japão, por seu turno, ambiciona a segunda vitória. Ontem, as nipónicas perderam por 24-27, frente à Coreia do Sul. A diferença de três golos espelha o equilíbrio no encontro. Diante do "sete" nacional, o combinado japonês vai jogar o tudo ou nada, de modo a garantir a qualificação para a próxima fase.

 Derrota com a Holanda

Ontem, em partida pontuável para a terceira jornada, Angola perdeu por 28-37, diante da Holanda, com o parcial de 15-17, ao intervalo. A diferença de dois golos, ao cabo dos 30 minutos, mostra o equilíbrio registado na primeira parte.

Na etapa complementar, as Pérolas foram incapazes de manter a mesma postura. Filipe Cruz sublinhou que, apesar da derrota, se verifica um ascendente do jogo da Selecção, mas reconheceu as debilidades da equipa.

"É notório o ascendente. Mas falta-nos capacidade física para aguentar. Sobretudo, a partir do minuto 40, e é normal atendendo à preparação possível. A partir desta fase da partida, o grupo começa a apresentar pouca frescura física, e a esse nível naturalmente cai", explicou.

Em relação ao combinado holandês, o seleccionador fez a seguinte avaliação: "hoje (ontem) enfrentámos uma equipa que marca 40 ou 50 por cento dos golos nas transições. Na segunda parte tivemos dificuldades em travar o ímpeto ofensivo das adversárias. É mais difícil. Não conseguimos acompanhar. Elas aproveitaram as nossas debilidades".

Isabel Guialo "Belinha" foi a unidade do "sete" nacional mais produtiva, com oito golos, seguida de Albertina Kassoma com cinco. Natália Bernardo e Juliana Machado marcaram cada três golos, ao passo que  Wuta Dombaxi e Aznaide Carlos, facturaram  dois. Magda Cazanga, Natália Kamalandua, Helena Paulo, Marília Quizelete  e Liliana Venâncio marcaram cada um tento. Angola fez 55 remates, eficácia na ordem dos 51 por cento, na linha dos sete metros, eficiência de 33 por cento e teve cinco suspensões de dois minutos.

No seio das holandesas, Bovan Weterion foi a marcadora de serviço, com sete golos, seguida de Lois Abbingh, com seis. Angela Maletein e Kelly Dulfer marcaram cada  cinco golos. Dione Housheer, Inger Smits, Laura Heigdnen fizeram três, ao passo que Merel Freriks facturou dois.

Debbie Bont, Martine Smeets e Danick Snelder marcaram cada um. A Holanda fez 53 remates, eficácia de 70 por cento, e na linha dos sete metros, 80 por cento de eficiência. As holandesas tiveram apenas uma suspensão de dois minutos.

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