Economia

Perímetro Irrigado da Quipela pronto para produzir algodão

Víctor Pedro|Sumbe

O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, garantiu, no município do Sumbe, província do Cuanza-Sul, o arranque do Perímetro Irrigado da Quipela, para produzir algodão, para além de outras culturas locais, a fim de proporcionar maior segurança alimentar e geração de renda no seio das famílias da região.

06/10/2022  Última atualização 06H55
Estratégia do sector visa garantir a retoma do projecto © Fotografia por: Victor Pedro| Edições Novembro
Esta garantia do titular da pasta da agricultura e florestas foi manifestada no final da visita de constatação que efectuou, na terça-feira, ao local onde se encontra instalado o sistema de irrigação para cinco mil hectares do projecto.

Após ter assistido o ensaio dos sistemas  de bombagem e dos reservatórios de água, que vão garantir a irrigação, o ministro mostrou-se satisfeito com os ganhos alcançados e os vindouros.

"Saímos satisfeitos por tudo que acabamos de ver, uma vez que o Perímetro Irrigado da Quipela, pelas valências que possui, de água abundante e solos férteis, bem como dos equipamentos, constitui-se num grande pólo de produção agrícola, que vai garantir a segurança alimentar, não só às famílias, mas para o país no seu todo”, frisou.

António Francisco de Assis adiantou que o projecto vai priorizar a entrada de jovens com formação agrária para acelerar o alcance dos resultados do projecto, além de serem incorporadas às famílias que habitam na região, com o fim de se aumentar a produção agrícola, não só para o consumo, mas também para criar os excedentes para a exportação.

Quanto à gestão do projecto, o governante indicou a Gesterra como gestor, que tem a missão de trabalhar com o sector da agricultura e o Governo do Cuanza-Sul, também em relação ao asseguramento do assentamento das populações residentes no perímetro e que ali realizam actividades produtivas.

Em relação às culturas preconizadas, o ministro fez saber que o Perímetro Irrigado da Quipela foi desenhado para o relançamento da produção do algodão em grande escala, mas a actual conjuntura do país levou a diversificação para as outras culturas agrícolas.

"No Perímetro Irrigado da Quipela vão ser produzidos produtos diversos, desde cereais, tubérculos, hortaliças, mas o gestor do projecto tem demarcado áreas que vão produzir, especificamente, o algodão”, disse.

Outra missão da Gesterra, segundo António de Assis, é da selecção de jo-vens formados no ramo da agricultura, que deverão dar o suporte ao arranque do projecto, bem como no acondicionamento dos meios e  insumos agrícolas para o arranque efectivo da produção.

O ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, referiu que o objectivo do Executivo, para com o projecto é procurar explorar melhor as potencialidades das terras aráveis e água abundante existentes na localidade da Quipela, aliado à força de trabalho que pode ser recrutada, a partir das instituições de ensino técnico-profissional, como são os casos da Escola Técnica Agrária de Katofe, na Quibala;o Instituto Agrário da Cela e o Instituto Superior Politécnico do Cuanza-Sul.

"Temos na província do Cuanza-Sul uma cadeia, em termos de formação, desde a base ao nível superior, que garante explorar iniciativas desta envergadura”, disse.

O governador da província do Cuanza-Sul, Job Capapinha, que reconheceu decorridos 15 anos desde a sua concepção, o projecto que  está em condições para o arranque.

"Estamos aqui para testemunharmos os ensaios da tubagem e sistemas de bombeamento, o que nos garante que o projecto está pronto para o arranque, e até porque temos mão-de-obra capaz para o mesmo andar”, disse, salientando que a grande oportunidade da província em dar empregos é na agricultura e nas pescas.

Caracterização do Perímetro Irrigado da Quipela

O projecto do perímetro irrigado da localidade da Quipela  foi concebido para produção de algodão, numa parceria público-privada, entre o Governo de Angola e uma empresa sul-coreana.

Desde a sua concepção, em 2006, conheceu longo período de paralisação por vários motivos.

O arranque estava previsto em 2019, mas a pandemia da Covid-19 viria a comprometer o seu arranque, devido à retirada do país de técnicos da empresa Sul-Coreana, a Samsung Corporation e outras que constituíram o consórcio.

O perímetro irrigado da Quipela comporta 66.5 quilómetros de caminhos agrícolas, 85 unidades residenciais agrícolas e um escritório para a unidade de gestão do projecto.

Residências agrícolas

Estão implantadas no Perímetro Irrigado de Quipela, além de um escritório para a unidade de gestão. Segundo dados, o arranque do projecto estava marcado para o ano 2019, mas o surgimento da pandemia da Covid-19 acabou por adiar todas as projecções

      Custos do projecto

Avaliado em 36 milhões, 176 mil e 142 Dólares Norte Americanos, lançado em 2006, agora sob a gestão da Gesterra, a primeira fase foi executada em 41 meses, a segunda em 43 meses, com custos de 30 milhões e 737 mil Dólares Norte Americanos, em que se incidiram acções na aplicação de tubagens, hidrantes, construção de duas estações de bombagem, três reservatórios e 200 quilómetros de tubagem para o sistema de irrigação da desmatação de mil e 509 hectares, melhoria de passagens hídricas, implantação de uma subestação eléctrica com capacidade de 6,6 KV, oficina de manutenção, construção de armazéns e a construção de uma vila rural com a projecção de 250 casas, estando, já, concluídas 85 moradias sociais.

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