Sociedade

Periferias do Huambo com mais água potável

Marcelino Wambo | Huambo

Jornalista

Bairros periféricos da cidade do Huambo, por exemplo, Kakelewa, Calundo, Viação, Vila Graça e Santa Iria, já beneficiam de água potável, no âmbito do programa de extensão da rede de abastecimento, que contempla a montagem de contadores e ligações domiciliares.

10/08/2022  Última atualização 07H25
Parte da cidade do Huambo © Fotografia por: DR

O presidente do Conselho de Administração da Empresa de Águas e Saneamento do Huambo, Adolfo Gomes, disse, ontem, que o alargamento da rede de tratamento e distribuição de água aos bairros periféricos da cidade do Huambo prevê 41 mil ligações domiciliares. O projecto teve início em 2016 e o seu término está previsto para o próximo ano. As obras, referiu, estão a ser financiadas pelo Banco Mundial.

Segundo Adolfo Gomes, depois dos trabalhos estarem concluídos, o número de clientes vai passar de 50 mil para mais de 60 mil, nas cidades do Huambo e na Centralidade Faustino Muteka, no município da Caála. Acrescentou que neste momento decorrem trabalhos de alargamento da rede de distribuição de água nos bairros Katchindombe, Sassonde I e II, Santo António, Casseque I e II, com montagem de contadores e torneiras nas residências.

Adolfo Elias explicou que o sistema de captação de água a partir do rio Kulimahãla, construído nos anos 40, já não estava à altura das necessidades, devido ao crescimento da população, o que obrigou, em 2015, ao Governo do Huambo dar início a um projecto de construção de um sistema de captação, tratamento e distribuição. 

O presidente do Conselho da Administração da Empresa de Águas e Saneamento disse que o novo sistema de abastecimento de água, com capacidade de bombear 46 mil metros cúbicos por dia, em fase de ensaio dos equipamentos, vai trabalhar em simultâneo com o antigo sistema do rio Kulimahãla.

Acrescentou que vários clientes particulares e institucionais têm dívidas acumuladas desde 2020 e que decorrem campanhas de sensibilização para que sejam pagas, para se evitar cortes e aplicação de multas. 

Esclareceu que nos municípios a responsabilidade é das administrações, que contam com equipas, que têm prestado apoio técnico e institucional onde for necessário.

O presidente do Conselho de Administração da Empresas de Águas e Saneamento do Huambo exorta as comunidades a não consumirem água não tratada, principalmente das cacimbas, próximas de fossas, esgotos, cemitérios e outros locais de risco, devido às altas contaminações superficiais e subterrâneas.

Segundo o gestor, a água não tratada está a contribuir para o aumento de doenças como a febre tifóide, diarreicas agudas, cólera e outras de origem hídrica.

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