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Periferia do Huambo regista falta de água

Populares dos bairros Kavongue, Lossambo, Munda, Vinte Sete, arredores da cidade do Huambo, estão a consumir água de rios e cacimbas, o que periga a saúde, com o surgimento de diversas doenças, como as diarreias agudas, vómitos e febre tifóide.

12/08/2019  Última atualização 11H32
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O regedor José Mário Pagador disse ao Jornal de Angola que a maior parte dos moradores de mais de 30 bairros pertencentes à comuna Comandante Vilinga não beneficia, há muito tempo, do fornecimento de água potável, pelo que apelou ao Governo da província do Huambo a encontrar soluções urgentes para o problema.
António Jamba, morador do Kavongue, disse que a falta de água e luz tem provocado enormes transtornos à população dos referidos bairros, apesar de alguns estarem próximo ao Aeroporto Albano Machado e ao centro da cidade do Huambo.
O presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Água e Saneamento do Huambo disse que a problemática do fornecimento de água potável a muitos destes bairros está prestes a ser resolvida, com a conclusão das obras de extensão das condutas e ligações domiciliárias nas zonas periféricas da cidade.
O engenheiro Adolfo Elias assegurou estarem em curso projectos para garantir o fornecimento de água a todo o casco urbano e periferia da cidade do Huambo, prevendo-se, depois de concluídos, mais de 90 mil ligações domiciliárias, contra as 33 mil existentes e em funcionamento.
O sistema de pagamento do fornecimento de água, segundo Adolfo Elias, será pré-pago, no casco urbano, e por estimativa em zonas sem contadores operacionais. As obras de extensão da conduta estão avançadas em noventa por cento.
Os níveis de captação de água da estação do Culimahãla, avançou, estão na base das restrições do fornecimento de água à cidade do Huambo.
Nas aldeias, detalhou Adolfo Elias, o fornecimento de água será a partir de pequenos sistemas de abastecimentos, vulgos chafarizes, que funcionarão através de electro-bombas e placas de painéis solares, cuja responsabilidade de gestão será das administrações municipais, dentro do projecto social “Água para todos” em curso no país.

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