Cultura

Percurso histórico de Neto foi abordado em palestra

Mário Cohen

Jornalista

O percurso histórico do Fundador da Nação é pouco divulgado ao público, sobretudo aos académicos, revelou, ontem, em Luanda, o escritor e docente universitário António Quino, durante uma palestra subordinada ao tema “A Obra de Agostinho Neto e o Paradigma da Literatura Revolucionária”, realizada no auditório Agostinho Mendes de Carvalho, no Arquivo Nacional de Angola (ANA).

22/09/2021  Última atualização 08H35
Docente universitário afirma que percurso histórico do Poeta Maior é pouco divulgado © Fotografia por: Edições Novembro
António Quino frisou que Agostinho Neto, ainda muito jovem, em companhia de outros nacionalistas criaram um grupo de intelectuais com o objectivo de ensinar os outros indivíduos a ler e escrever.

Este motivo, disse, levou Agostinho Neto a ser um dos principais alvo dos colonialistas portugueses no período colonial, que a todo custo criaram grandes dificuldades na vida política e cultural do herói nacional, que teve a literatura e seus ideias como a principal ferramenta para combater a opressão colonial. 

Ainda sobre o Poeta Maior, o professor universitário afirmou que os colonialistas portugueses tinham a população do  Mutembo como negros inteligentes que estavam a organizar a revolução em Angola, acrescentando os habitantes de Mutembo deram origem a nome de várias famílias como a de Agostinho Neto, Vieira Dias, Fragatas de Morais, Mendes de Carvalho, Van-Dúnem entre outras.

O palestrante disse que para tentar evitar a revolução, o povo da localidade do Mutembo teve de se refugiar em outras localidades em vários pontos de Luanda, Funda, Mazuzo e Kalumbo, porque os portugueses criaram problemas àquela população.

António Quino destacou dois aspectos fundamentais de Agostinho Neto:  "A Criação de Um Paradigma Cultural Literário e Poético”, na qual traz no seu texto poético como compromisso que assumiu do ponto de vista humanístico, político e nacionalista, e "A Perspectiva da Revolução”, que é um fundamento muito importante na própria história da obra poética de Man Nguxi.

Para o docente universitário, o Fundador da Nação criou "um paradigma revolucionário no ponto de vista estético, a ideia de desconstruir o processo literário, construído pelo regime colonial português, apegavam-se ao aspecto cultural para mentalizar a inferioridade da população sobre o homem branco”.

O Poeta Maior, avançou, provou com a sua visão revolucionária que os angolanos começaram a  engajar-se mais no aspectos culturais, uma vez que a sua poesia sirva como uma espécie de luz para a liberdade.


Hábitos de leitura

Sobre os hábitos de leituras por parte da juventude,  António Quino disse existir toda a necessidade de se ter nas bancas das livrarias de Luanda e outros pontos do país livros a preços acessíveis, pois as livrarias possam funcionário em pleno no país.

Defendeu que não deve ter apenas obras de Agostinho Neto, mas também de outros escritores que contribuíram para o desenvolvimento literário e político de Angola, tendo acrescentado que as livrarias devem funcionar em pleno para contribuírem na formação do homem novo.

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