Sociedade

Penitenciária aposta na produção pecuária

Silvino Fortunato

O Serviço Penitenciário de Angola está a finalizar os preparativos que permitirão o relançamento, em breve, da produção pecuária e avícola, em grande escala, em todos os centros que possui pelo país, com o propósito de comparticipar no combate à fome e ao desemprego, segundo deu a conhecer o seu director geral, que visita, desde terça-feira, a província do Uíge.

18/05/2022  Última atualização 12H25
© Fotografia por: DR

"Neste momento, estamos a trabalhar com Leonor Carrinhos, uma empresa que está interessada em celebrar uma parceria com o Ministério do Interior no domínio da criação de animais, como cabritos, porcos e aves”, referiu, tendo assegurado estar já muito avançado o processo que vai permitir a concretização do projecto. 

Lembrou que o Serviço Penitenciário possui cerca de 21 mil hectares de terras sem serem intervencionadas. "Actualmente, se calhar, nem exploramos mil hectares a nível do país. As terras estão subaproveitadas”, disse, defendendo ser o melhor caminho a celebração de parcerias para o aproveitamento das terras, para o benefício da instituição e dos angolanos. 

Bernardo Gourgel precisou que a empresa Leonor Carrinhos está a avaliar as terras e as condições existentes em algumas províncias, para a implementação do projecto de criação de animais.  Informou que a referida empresa vai, brevemente, trabalhar no Campo Penitenciário de Kindoki, no município do Negaji, para avaliar as condições existentes.    

Disse estarem igualmente apostados, nesta primeira etapa, na criação de animais de pequeno porte e aves, cuja reprodução é rápida. "Neste momento, estamos a criar centros de produção de aves em Benguela, Waku Kungu (Cuanza-Sul) e Bengo. No caso do gado caprino, já começamos a repovoar alguns centros, como o Uíge, que já recebeu as primeiras cabeças”. 

O Serviço Penitenciário controla cerca de 14 mil condenados, dos quais apenas um terço está inserido em actividades produtivas, segundo Bernardo Gourgel. 

Uma outra aposta, acrescentou, é a reactivação da serralharia prisional que se encontra na cidade do Uíge, cujos contactos primários vão sendo encetados.

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