Cultura

Pedro Makita quer melhor aproveitamento de Massangano

O governador do Cuanza Norte, Pedro Makita Júlia, defendeu melhor aproveitamento do legado histórico da região de Massangano, que “transcende a angolanidade”, porque foi a primeira capital provisória de Angola, estabelecida por colonos portugueses.

16/11/2022  Última atualização 14H54
Governador provincial do Cuanza-Norte, Pedro Makita, durante a visita as ruínas de Massangano © Fotografia por: Nilo Mateus | Edções Novembro| Cuanza-Norte

Massangano é um património que não pertence apenas à Angola, mas ao mundo, considerou o governador, na segunda-feira, durante uma visita à comu-na, referindo-se também aos factos históricos conservados nela.

Dentre as infra-estruturas existentes na circunscrição podemos encontrar a Igreja de Nossa Senhora da Vitória, as ruínas da Praça dos Escravos, do antigo Tribunal Português e o Túmulo do capitão-mor Paulo Dias de Novais.

Pedro Makita Júlia informou que o Governo Provincial vai gizar um plano que visa melhor aproveitamento das potencialidades turísticas e históricas de Massangano, cuja acção envolverá as autoridades do município de Cambambe e o Executivo central.

"Nós viemos tomar contacto com a história. Com certeza, com o município e as estruturas centrais do nosso Executivo, iremos gizar um plano e na altura propícia informaremos aos angolanos e à comunidade internacional”. concluiu.

O administrador comunal adjunto de Massangano, Carlos Ângelo Cacoba, referiu que a complexidade e extensão que a circunscrição apresenta, marcada por ilhas e lagoas dispersas, devem merecer uma atenção especial do Governo da Província.

Carlos Ângelo Cacoba destacou o aumento de visitantes na região, realçando que poderá contribuir para impulsionar o turismo na província.

Com 24 mil habitantes, distribuídos em 34 aldeias, a comuna de Massangano, com uma área de 1.776 quilómetros quadrados, faz parte do corredor do Kwanza, junto à confluência entre os rios Lucala e Kwanza.

Em 1583, Paulo Dias de Novais ergueu uma fortificação  na comuna de Massangano, às margens do kwanza, com a função de defesa do presídio (estabelecimento de colonização militar), que assegurava a ocupação portuguesa na região.

Além de marcar a presença militar portuguesa, esse estabelecimento garantia a integridade das redes comerciais, incluindo a de tráfico de escravos para o continente americano.

A visita de ajuda e controlo do governador ao município do Cambambe,  visou constatar as obras, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), como escolas e o hospital municipal.

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