Economia

Pecuaristas projectam cobrir 80% de necessidades de carne

O presidente da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Salvador Rodrigues, afirmou este sábado, no Lubango, que com o financiamento de 300 milhões de dólares anunciado pelo presidente do MPLA, João Lourenço, para a actividade pecuária, nos próximos três anos o sector poderá cobrir 80 por cento das necessidades de carne do mercado nacional.

14/08/2022  Última atualização 08H29
© Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro

Trata-se de uma linha de crédito do BDA para os pecuaristas de Angola, num período de três anos, destinada ao fomento  da produção de carne e seus derivados, anunciada pelo cabeça de lista do MPLA, João Lourenço, durante o acto de massas, decorrido no Lubango, província da Huíla.

Salvador Rodrugues disse ser um anúncio há muito aguardado pelos criadores de gado, num momento em que, há um ano iniciaram o processo de mobilização de todas cooperativas do país, para a sua reestruturação e organização, a fim de criar uma única nacional.

Destacou estarem satisfeitos com o programa do MPLA  para o governo que cessa, iniciando com a aprovação do aumento da produção de cereais e agora é a vez da  pecuária em complemetariedade.

Considerou que o País tem de diminuir as importações e dar comida à população com a sua própria produção, sendo que os criadores de gado estão disponíveis a apostar, no desafio lançado pelo Presidente João Lourenço.

"Temos bastante produção de carne no país, sobretudo bovina, estamos com défice de galinhas e porcos, mas em bovina, com organização logística, desde matadouro e disponibilidade de uma cadeia de frio,  podemos cobrir Angola em 80 por cento”, continuou.

O presidente do MPLA anunciou hoje, no Lubango, que após consultas as responsáveis de diferentes cooperativas de gado, do Sul, Centro, Norte e Leste do país, através do BDA conceder créditos e elas mesmas vão gerir esses recursos estimados em 300 milhões de dólares nos próximos três anos.

A CCGSA estima em três milhões, o número do efectivo bovino existente em toda a região, sendo que 300 mil são detidos por fazendeiros.

Esses fazendeiros colocam em média  mensalmente no mercado, pouco mais de mil e 400 toneladas de carne.

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