Política

Partidos tencionam criar clima de intimidação e insegurança

Adelina Inácio

Jornalista

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República disse, este sábado (9), em Luanda, que há partidos políticos que “levantam suspeições de fraude, visando a instauração de um clima de intimidação, insegurança e terror no seio das populações, antes da convocação das eleições.”

10/10/2021  Última atualização 07H21
© Fotografia por: Dombele Bernardo | Edições Novembro
Francisco Pereira Furtado, que falava no acto que marcou o 30º aniversário das FAA, que decorreu sob o lema "FAA, 30º anos de luta e de vitórias na defesa da integridade territorial”, frisou que esse tipo de atitude "não faz parte de nenhum jogo democrático.”

"Este jogo faz parte de uma estratégia errada e irresponsável de quem não sabe, nem está preparado para coabitar em ambiente de paz, concórdia e estabilidade”, sublinhou.

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República lembrou que "nos dias de hoje, partidos políticos existem para alcançar o poder e podem fazê-lo através da participação em eleições abertas e autênticas.”

Furtado apelou às FAA "a jogarem o papel congregador de unidade na diversidade”, para garantir a paz e a estabilidade conquistadas em 2002. O antigo chefe do Estado-Maior das FAA lembrou que, naquela altura, a concorrência política para a conquista do poder "era muito mais pacífica do que nos dias de hoje e a sociedade civil era um exemplo de organização, de tolerância política e mais homogénea.”

"Hoje, apesar da sua heterogeneidade não se deixará levar pelas influências dos falsos activistas que, a todo o custo, querem chegar ao poder por via da desordem, desobediência civil e actos de intolerância política”, alertou.

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República defendeu que as FAA "não devem permitir que a paz e a estabilidade sejam ameaças”, mantendo-se firmes na defesa da pátria e na garantia da segurança dos cidadãos, da soberania e integridade territorial, dos símbolos nacionais, das instituições públicas e da democracia.

Lembrou que as  FAA são um elemento chave na estabilidade e desenvolvimento do país, uma vez que, têm participado em várias actividades sociais, com destaque para a desminagem, reconstrução de estradas, pontes, barragens e demais infra-estruturas críticas, produção e diversificação da economia nacional.

O chefe do Estado-Maior General das FAA, Egídio de Sousa e Santos, reiterou "a total disponibilidade e prontidão das Forças Armadas na defesa da pátria, da soberania e integridade territorial”, no quadro da legalidade constitucional, tendo sempre presente a garantia do normal funcionamento das instituições do Estado Democrático e de Direito.

As comemorações do 30º aniversário das FAA foi marcado com a realização de uma conferência sobre o tema "FAA, 30 anos - desafios actuais e perspectivas”, apresentado pelo general Abreu Muengo Kamorteiro, que explicou os meandros pelos quais as FAA passaram para a sua unificação, projecção, consolidação e desenvolvimento.

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