Política

Partidos políticos têm de fortalecer a paz

Estanislau Costa | Lubango

Jornalista

Os partidos políticos concorrentes às eleições de 24 de Agosto devem reforçar nas comunicações públicas mensagens que salvaguardam e reforcem a paz, concórdia e progresso para um país próspero, bom para se viver e cada vez mais atractivo no mundo dos negócios.

04/08/2022  Última atualização 11H59
Partidos políticos concorrentes às eleições © Fotografia por: DR

O presidente das Autoridades Tradicionais da Huíla, Daniel de Sousa, que fez tais declarações ao Jornal de Angola, apelou aos oito partidos políticos concorrentes às eleições a reforçarem a sensibilização e mobilização dos seus militantes a se abster de actos que propiciem a violência e destruição dos bens públicos. "Deve-se privilegiar a ética, ordem e  sociabilidade nas fases das campanhas eleitorais, voto e divulgação dos resultados", defendeu.

Daniel de Sousa aconselhou principalmente os jovens que participam pela primeira vez nas eleições de 2022 a acompanharem os partidos onde militam com "com muita seriedade, maturidade e a respeitar os bens públicos assim como as bandeiras de outras formações colocadas na via pública”.

No entender da autoridade tradicional, é perigoso o que tem acontecido em certas passeatas, onde os jovens danificam os bens públicos com realce aos assentos dos jardins, escrevem nas paredes e ameaçam os militantes de outras formações políticas, sobretudo aqueles que se encontram trajados com propaganda.

Segundo ele, os cidadãos envolvidos em actividades políticas devem "encarar todo o movimento eleitoral como uma "manifestação clara da festa da democracia e mostrar ao mundo que o país está a fortalecer a convivência na diferença das cores das bandeiras em prol de uma Angola cada vez mais próspera”.

O presidente das Autoridades Tradicionais da Huíla reprovou também a maioria de informações, panfletos, fotografias e outras imagens perigosas que têm circulado nas redes sociais cujas mensagens incentivam a violência onde a maioria dos seus autores se encontram no exterior.

Sublinhou que a actual festa da democracia que o país vive não pode ser deturpada por determinados indivíduos que na hora da verdade preferiram abandonar o país a pretexto de melhores condições de vida. "Os filhos a considerar são aqueles que nos bons e maus momentos sempre estiveram por perto".

Para Daniel de Sousa, está a ser mau exemplo e pouco produtivo ouvir e observar discursos com pendor ameaçador, crítica e reprovação de tudo que se fez e se perspectivar executar em prol do bem-estar dos angolanos assim como do desenvolvimento do país que deve contar com todos os filhos.

"As campanhas eleitorais nada têm a ver com o incentivo à violência, a queima ou destruição da propaganda de outro partido concorrente, trepar aos postes para retirar a bandeira ou destruir as viaturas estacionadas só por serem de outra formação política”, desabafou.

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