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Parteiras tradicionais no Bengo

José Bule|Caxito

Jornalista

Um total de 30 parteiras tradicionais, que actua nos municípios do Dande e Nambuangongo, província do Bengo, beneficiou, segunda-feira, de kits de trabalho, constituídos por caixa térmica, lanternas, fraldas de algodão, luvas, avental, sabão, máscaras e toalhas.

05/11/2022  Última atualização 07H30
© Fotografia por: DR

Os meios, distribuídos pelo Gabinete Provincial de Acção Social, Família e Igualdade do Género, no encerramento das Jornadas da Mulher no Meio Rural, no Cineteatro Caxito, vão minimizar as dificuldades que as parteiras tradicionais enfrentam, durante a realização do trabalho, nas comunidades rurais.

"É muito difícil realizar um parto, quando não temos materiais suficientes. Esses meios vieram mesmo a calhar, porque, nas comunidades onde actuamos falta de tudo um pouco”, disse Lucrécia Fula, que exerce a actividade no município do Dande.

Para a parteira tradicional, que no âmbito das jornadas participou numa acção formativa sobre "Como realizar um parto seguro”, o curso serviu para tirar muitas dúvidas. "A partir de agora, estou em condições de realizar um melhor trabalho”, afirmou.

Outra beneficiária, Eva Domingos, parteira tradicional há 46 anos na localidade do Úcua, igualmente, no Dande, agradeceu ao Gabinete Provincial do Bengo da Acção Social, Família e Igualdade do Género, pelo gesto solidário.

"Essa foi a primeira vez que recebi esse tipo de apoio. Espero que façam isso mais vezes, porque não é fácil realizar partos numa localidade onde falta muita coisa. Vamos continuar a precisar sempre de apoios”, acrescentou a mulher de 64 anos.

No Bengo, a cerimónia de encerramento das Jornadas, que decorreu sob o lema "Pelo Desenvolvimento Inclusivo, Empoderemos a Mulher no Meio Rural”, ficou marcada pela realização de uma palestra sobre "O cancro da mama e suas consequências”, dirigida às mulheres dos Órgãos de Defesa e Segurança.

Na palestra, os médicos Sita Matondo e Teresa Candeeiro, do Hospital Provincial do Bengo, falaram sobre os perigos que a doença representa, sobretudo para as mulheres, quando o cancro da mama não é tratado em tempo oportuno. E como forma de prevenção, aconselharam as mulheres no sentido de efectuarem o rastreio da mama, pelo menos, uma vez por ano.

A directora do Gabinete Provincial da Acção Social, Família e Igualdade do Género, Cândida dos Santos, sublinhou que durante as Jornadas, que decorreram de 1 a 31 de Outubro, foram realizados seminários, palestras, visitas a cooperativas de mulheres, entre outras actividades não menos importantes.   

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