Política

Parlamento defende contribuições concretas dos parceiros sociais

Yara Simão

Jornalista

O deputado Reis Júnior (MPLA), presidente da primeira comissão de trabalho especializada para a Apreciação, Discussão e Votação da Proposta do Orçamento Geral do Estado para 2022, recomendou, quinta-feira (18), aos parceiros sociais a trazer contribuições concretas no sentido de apoiar o trabalho que está a ser feito em prol do OGE.

19/11/2021  Última atualização 01H57
© Fotografia por: DR

Reis Júnior fez tal advertência pelo facto dos parceiros sociais, como as associações de Mulheres de Carreira Jurídica, de Juízes de Angola e o Sindicato Nacional de Magistrados de Angola, não se fazerem apresentar no encontro com propostas consistentes.

Augusta Rodrigues, representante da Associação Angolana de Mulheres de Carreira, falhou em apresentar a proposta da associação, justificando que não lhes foi apresentado a tempo o documento, mas solicitou maior atenção aos direitos da mulher, necessidades, bem como o registo de notariado para mulheres e crianças. "Outras contribuições serão apresentadas nos próximos encontros”, disse.

O presidente da Associação dos Juízes de Angola, Alberto Gonçalves, também não levou propostas concretas e teve a mesma justificação de ser avisado tarde, porém deixou no ar alguns lamentos sobre a falta de juízes no sistema judicial, falta de melhores condições de trabalho, defendeu aumento salarial e aposta nos meios tecnológicos.

Na mesma condição esteve Aristides Pimentel, em representação do Sindicato Nacional do Magistério Público. Disse que é a segunda vez que participa num debate desta natureza, em que o sindicato está sempre fora dos orçamentos.

"É importante rever as condições dos magistrados de trabalho, habitabilidade e meios de transporte para os magistrados, tanto do Ministério Público como Judicial”, advogou.

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