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Parceiros consideram prudente a decisão do Governo do adiamento do retorno às aulas

O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF), a Associação dos Professores Angolanos (APA) e a Comissão de Pais e Encarregados de Educação na Lunda-Norte consideram prudente a decisão do Executivo de adiar o retorno às aulas, inicialmente previsto para o dia 13 deste mês.

11/07/2020  Última atualização 13H29
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Em declarações ao Jornal de Angola, o secretário provincial do SINPROF na Lunda-Norte, Francisco Mandjolo, disse ser “sensato” o adiamento do retorno às aulas, numa altura em que, à semelhança de outras províncias do país, a maioria das escolas locais estão desprovidas de água canalizada para garantir a higienização e muito menos capacidade financeira para a aquisição de meios de biossegurança para a prevenção da Covid-19.

O sindicalista apontou que, além da falta de água canalizada, as escolas possuem reduzido número de trabalhadores de limpeza. Francisco Mandjolo referiu que, numa altura em que o país regista o aumento do número de casos de transmissão local e sem vínculo epidemiológico, a manutenção da higiene nos recintos escolares é determinante para o reforço das medidas preventivas à propagação do novo coronavírus. “Devemos ser francos e honestos, não precisamos tapar o sol com a peneira. As nossas escolas não têm condições para o retorno das aulas, nesta fase”, afirmou.

Por seu lado, o secretário provincial da APA, João Manuel, defendeu que deve se evitar a tomada de “decisões precipitadas” quanto ao reinício das aulas. No país e na Lunda-Norte, em particular, referiu, ainda existem alunos que assistem aulas em condições precárias, sem ter como manter a higiene escolar.
“Em todos os municípios, comunas, aldeias e bairros da Lunda-Norte temos salas de aula com 90 a 100 alunos, principalmente, no ensino primário. A manutenção da suspensão das aulas é uma iniciativa louvável e prudente. Vamos aguardar pela evolução epidemiológica da situação”, disse.

Já o responsável da Comissão de Pais e Encarregados de Educação, Manuel Samundengo, disse que muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras para comprarem máscaras e álcool em gel para os filhos.
No presente ano lectivo, foram matriculados mais de 200 mil alunos na Lunda-Norte, onde há um défice de 1.567 salas de aula e 53.760 carteiras.

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