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Papa assinalou 51 anos de ordenação sacerdotal

No dia 13 de Dezembro de 1969, apenas quatro dias antes de completar 33 anos, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, agora Papa Francisco, foi ordenado sacerdote pelo arcebispo emérito de Córdoba (Argentina), Dom Ramón José Castellano.

14/12/2020  Última atualização 11H14
Fotos do então padre Mario Bergoglio e actual Papa Francisco © Fotografia por: DR
Aquele 13 de Dezembro, há 51 anos, foi um sábado, véspera  do Terceiro Domingo do Advento. Na liturgia da Igreja, este dia é conhecido como Domingo do Gaudete ou Domingo da Alegria, para muitos o selo do Pontificado do Papa Francisco.

Segundo o livro "O jesuíta: Conversas com o Cardeal Jorge Bergoglio”, Francisco descobriu a vocação ao sacerdócio enquanto estava a caminho para celebrar o Dia da Primavera. Quando passou por uma igreja para se confessar, acabou por ser inspirado por aquele sacerdote.

Numa outra oportunidade, o Papa Francisco contou que, inicialmente, a mãe não apoiou a sua decisão de ser sacerdote, apesar de ser uma católica devota. Entretanto, no momento em que foi ordenado, aceitou o seu chamado e pediu a sua bênção no final da cerimónia.

Nos primeiros anos como sacerdote, Jorge Mario Bergoglio continuou a formação como jesuíta, entre 1970 e 1971, em Espanha. Em 22 de Abril de 1973, emitiu as profissões perpétuas na Companhia de Jesus.

Quando regressou à Argentina, serviu como professor na Faculdade de Teologia de São José, na localidade de San Miguel (nos subúrbios da cidade de Buenos Aires), reitor do Colégio e, aos 36 anos, foi designado Provincial dos Jesuítas da Argentina. Nos seus sete anos de pontificado, são incontáveis os pronunciamentos que o Papa Francisco fez quanto à natureza e a missão do sacerdote. Alguns elementos são comuns a todos eles: misericórdia, compaixão, serviço, fidelidade e alegria.

Igreja apoia Acordo de Paris

O Papa Francisco assegurou, sábado,  que a Santa Sé vai "comprometer-se na redução das emissões totais de carbono  até 2050” e promover uma educação para a ecologia integral.

As palavras do Papa foram transmitidas numa Cimeira, convocada pelas Nações Unidas, para demonstrar o empenho no Acordo de Paris, que compromete os Estados a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa a partir de 2020, para conter o aquecimento global e reforçar a capacidade dos países para responder ao desafio, num contexto de desenvolvimento sustentável.
"Chegou o momento de uma mudança de rumo. Não roubemos às novas gerações a esperança de um futuro melhor”, sustentou o Papa numa mensagem gravada em vídeo, com cerca de três minutos.

Francisco assegurou que a Santa Sé se compromete a "reduzir a zero”, na Cidade do Vaticano, "as emissões totais antes de 2050, intensificando o esforço das questões ambientais já em curso há alguns anos, que possibilitam o uso racional de recursos naturais como a água e a energia, a eficiência energética, a mobilidade sustentável, a reflorestação e a economia circular”.

A Santa Sé quer ainda comprometer-se com uma "educação para uma ecologia integral”, onde "as medidas políticas e técnicas devem unir-se como um processo educativo que favoreça um modelo cultural de desenvolvimento e sustentabilidade centrado na fraternidade e na ligação entre ser humano e ambiente”. O Acordo de Paris sobre o clima foi assinado há cinco anos pela quase totalidade dos países, e sábado a ONU convocou os líderes mundiais para um "novo compromisso” para fazer frente às alterações climáticas.

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