Cultura

Palco do Memorial recebe concerto de Tukayana Lopes

Analtino Santos

Jornalista

Tukayana Lopes é a próxima atracção da programação do Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), com a realização de um concerto agendado para amanhã, a partir das 16h30, no seu auditório, inserido no projecto Caixa Artes.

23/06/2021  Última atualização 10H27
Cantora será atracção amanhã do concerto no Memorial, no qual vai desfilar todo o seu talento © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
Neste concerto, no qual tenciona fazer uma viagem ao cancioneiro angolano, passando pelos ritmos sul africanos, soul, blues, naija, guetho-zouk, brasileiros, cabo-verdianos, kizomba, clássicos angolanos e outros, Tukayana Lopes terá como convidado  Jojó Gouveia.


Em declarações ontem  ao Jornal de Angola, a artista afirmou que gosta de apresentar variedades rítmicas que provam a versatilidade que a caracteriza como cantora, que neste concerto terá o suporte de um trio de instrumentistas, Yuri Capapa (guitarra), Mattilson (baixo), Dennis Parker (congas) e Silvana Lopes, na assistência e coros.


Autora dos temas "Passado é passado”, "Hoje a casa cai”, "Dredda” e "Bad Girl”, a cantora e compositora Tukayana Lopes desde muito cedo despertou para o gosto pela arte. Aos 16 anos, sem qualquer educação musical, começou a trilhar o caminho da carreira artística.


A cantora afirma que nem mesmo a falta de experiência a desmotivou em participar em alguns concertos com a esperança de ver o seu talento reconhecido. 


Tukayana, não obstante não ter ganho nenhum dos concursos em que participou, revela que graças a eles foi convidada a fazer parte de um grupo no qual permaneceu como vocalista durante um ano. Em 2014, avança com uma carreira artística a solo e é como cantora de bar que marca o arranque profissional. Nesta  fase concluiu que o que pretendia como carreira e meio de subsistência era a música e desde então nunca mais parou.


Em 2017 deu um outro salto na carreira, saindo da apresentação de bar para um formato show e constitui uma nova equipa com Euclides Lussaca, um apreciador musical, seu actual sócio e agente. Começam a trabalhar na criação da primeira obra discográfica. Em 2018 participa nas actividades da Revista "Mulher Africana” e é convidada para  sua embaixadora, até 2019. 


Entre os diversos shows teve a hora de partilhar o palco com artistas como Ricardo Lemvo, Gabriel Tchiema, Lina Alexandre e outros colegas que admira e respeita. No ano passado concorreu ao vigésimo terceiro festival da Canção de Luanda, com a música "Rosa Branca”, defendendo a letra de Matias Damásio. Ainda em 2020, viu a sua música  atravessar fronteiras sendo ouvida em países como a África do Sul, Cuba, França, Alemanha e Portugal, sendo convidada para actuar nos dois últimos. A pandemia inviabilizou os concertos agendados para este ano. 


Tukayana sente-se feliz porque o seu tema "Passado é Passado” tem sido muito usado nas escolas e em festivais de Kizomba, com realce para França e Cuba. Os responsáveis  foram professores de dança. Justificou a ausência do seu projecto discográfico pela falta de patrocínios e apoios.

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