Desporto

Palancas Negras embarcam para a cidade de Benghazi

António Cristóvão

Jornalista

Os Palancas Negras rumam, este domingo (14), em voo charter, para a cidade de Benghazi, onde jogam na terça-feira à tarde com os Cavaleiros do Mediterrâneo da Líbia, no Estádio Mártires de Benina, em desafio pontuável para a sexta e última jornada do Grupo F da penúltima fase de eliminatórias de apuramento para a fase final do Campeonato do Mundo, no próximo ano, no Qatar.

14/11/2021  Última atualização 06H25
Jogadores e equipa técnica efectuam hoje o último ensaio táctico no Estádio 22 de Junho © Fotografia por: Paulo Mulaza | Edições Novembro
Após a chegada, o grupo repousa para consolidar a manutenção da condição física, com a intenção de, no dia seguinte, treinar sem limitações. Antes do embarque para a cidade líbia, a Selecção Nacional cumpre uma sessão de treino, no Estádio 22 de Junho, no bairro Rocha Pinto, para as correcções de alguns detalhes das situações de jogo.


Sábado à tarde, o conjunto nacional exercitou no bairro Rocha Pinto, numa sessão onde o corpo técnico poupou os jogadores mais utilizados no desafio contra os  egípcios, durante os trabalhos de carácter técnico-táctico.


Antes, Buatu Jonathan, Eddie Afonso, Tó Carneiro, Gaspar, Jérémie Bela, Estrela, Show, Hélder Costa, Mbala Nzola e Zine Salvador participaram com os companheiros nos habituais e indispensáveis exercícios para recuperação e manutenção da condição física do colectivo.


Depois dos rotineiros exercícios de aquecimento, os guarda-redes Hugo Marques, Augusto Mualucano e Ricardo Baptista "Kadú" trabalharam, separados do conjunto, com o técnico Daniel Muemba "Chila".


Os restantes atletas Daniel Liberal, Domingos Andrade, Mário Balbúrdia, Carlinhos, Capita, Lépua, Sousa, Kinito, Megue e Zine Salvador treinaram, numa parte do recinto do jogo, com os técnicos Pedro Gonçalves, Victor Gouveia e Love Cabungula.


Com este grupo, a equipa técnica privilegiou os movimentos para a organização dos movimentos de sincronização do colectivo.
Para o desafio com os Cavaleiros, a FIFA nomeou um quarteto de arbitragem da Mauritânia, chefiado  pelo juiz Dahane Beida, que tem como árbitros assistentes Hamedine Diba e Mohamed  Mahmoud Youssef. Abdel Aziz Bouth é o quarto juiz, cujo comissário é o nigeriano Sanusi Mohammed. 


Neste desafio, a Selecção Nacional quer desforrar-se da derrota do dia 7 de Setembro, por 0-1, no Estádio Nacional 11 de Novembro, para a segunda jornada.


O golo do triunfo foi apontado, aos 43 minutos, pelo médio ofensivo Omar Al Khoja, do Al Ittihad de Tripoli.


Os Palancas Negras ocupam a quarta e última posição do Grupo F, com quatro pontos, atrás dos Cavaleiros na terceira, com seis.
Os Faraós do Egipto, que se qualificaram nesta sexta-feira, em Luanda, para a última etapa de qualificação para o Mundial, lideram a série, com 11 pontos, seguidos pelos Panteras do Gabão, no segundo posto, com sete.


  "Minha geração deixa bom legado”

"A minha geração deixa um bom legado, sobretudo por ter chegado ao Mundial' 2006, na Alemanha, onde Angola, apesar de desconhecida, conseguiu ombrear de igual para igual nos três jogos realizados”, afirmou à Angop o avançado Mateus Galiano, que na noite de  sexta-feira se despediu dos adeptos angolanos, no Estádio Nacional 11 de Novembro, em Luanda.


O "veterano” jogador do Torrense da 2ª Divisão portuguesa, 37 anos de idade, ostentou a braçadeira de 'capitão' e teve curta presença em campo, com apenas oito minutos, em jeito de homenagem, tendo sido substituído por Zini e recebido grande ovação dos cerca de 10 mil apoiantes presentes, de pé, além dos companheiros e equipa técnica no banco de suplentes.


Após o último jogo em solo pátrio, frente ao Egipto, durante cerca de 17 anos ao serviço dos "Palancas Negras”, o atleta sublinhou ser grande a emoção de despedir-se, mas tinha a certeza de que um dia teria de acontecer.


Quanto ao legado, lembrou a histórica participação na Copa do Mmundo, tendo salientado que a proeza da equipa de que fez parte fica para sempre na memória dos angolanos, e referiu ter sido cumprido o desejo de jogar ao mais alto nível.
Agradeceu por ter merecido, ao longo do tempo, a confiança de várias equipas técnicas e direcções da Federação Angolana de Futebol (FAF).


Na sua óptica, o futebolista nacional passou a ser mais valorizado além fronteiras, sobretudo no continente europeu, depois de a Selecção Nacional apresentar-se no Mundial da Alemanha, onde jogou de igual com equipas cuja posição no ranking era, de longe, superior.

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