Cultura

Palácio de Ferro acolhe o Mississipi Jazz Festival em Setembro

Analtino Santos

Jornalista

O Palácio de Ferro acolhe de 3 a 5 de Setembro o “Mississipi Jazz Festival”, que junta gospel e Jazz, percorrendo as fases que antecederam as ramificações desses géneros musicais.

30/08/2021  Última atualização 07H45
Gary Sinedima é um dos convidados desta edição © Fotografia por: Vigas da Purificação | Edições Novembro
O festival é uma realização da Sandjuka Produções, com o apoio do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, e conta com várias atracções, em que se destacam os artistas Esperança Mirakiza, Gari Sinedi-ma, o Trio Convergente, Bruno Ngombo, Solange de Nerry, Os Alaridos, Rui Last-Man, e a Banda Distrital da Igreja Exército de Salvação.

O "Mississipi Jazz Festival” começou com um concerto antes da pandemia, quando os artistas Nell Jazz, Kark Sumba e John Canga juntaram-se e brindaram uma plateia com temas do Negro Spirituals ao Rap, com a forte presença do Jazz e Blues. E este foi o pontapé de saída para  o Trio Mississipi Jazz evoluir para estes três dias em que o "Ragtime”, a vertente pré-Jazz, Blues, R&B, Rap e outros ritmos que ajudam a compreender a história da música afro-americana estarão na mesma sintonia à semelhança dos nacionais e outras derivações.

O "Mississipi Jazz Festival” não será apenas marcado com concertos musicais, dentre outras atracções haverá feira, palestras e debates em torno da influência do gospel no desenvolvimento da música angolana. Para a feira, as inscrições estão abertas aos expositores. A expectativa da organização é de receber 600 visitantes, cujo objectivo visa promover o intercâmbio cultural, estimular negócios no sector da cultura, sendo um dos mais afectados pela Covid-19.

De acordo com o progra-ma, a abertura, dia 3 de Se-tembro, acontece às 10 horas, com entradas livres seguida de um seminário, "Música Negro Espiritual”. Das  12 às 14 h00, o palco es-tará aberto para artistas, uma hora depois os acessos com bilhetes à ven-da ao preço de 2000 kwanzas, com o concerto da produtora BFD, que apresenta rap com Os Alaridos e Solange Nery, uma proposta de fusão. 

Ao cair da tarde, entre 17h e 20h00, o Palácio de Ferro recebe Massimo Som com Luciana Lu, Andercia Camati, Elias Miguel e Beliano Ad, os dois últimos com uma proposta na "soul e world music”.No segundo dia, a palestra conta com os prelectores Simmons Mancini e Dodó Miran-da. Mais uma vez a oportunidade será dada no palco aberto das 12h às 15h30, com a subida Dos Anjos, trazendo uma fusão entre tchianda e jazz. Os concertos pagos acontecem no final do dia com a atracção principal do Trio Mississipi Jazz ao ritmo do Blues e Jazz. O "spoken world”, com Nucha Luís, a música alternativa com Rui Last-Man e o afro-jazz, com Gari Sinedima. 

No último dia, novamente o palco aberto às 15 horas, para um concerto de metais com a Banda do Distrito de Luanda, da Igreja do Exército de Salvação. Duas horas depois, Goshen com "soul e world music". O encerramento, às 18 horas, com a actuação da Epic Sol levando as cantoras Glori da Lu e Esperança Mirakiza a abrilhantar o festival. 

Por acontecer num pe-ríodo excepcional, medidas especiais de segurança e al-gumas regras são adoptadas, como a obrigação de medi-ção da temperatura corporal dos feirantes e visitantes, uso correcto de máscaras, lavagem de mãos à entrada ou desinfecção com álcool-gel e distanciamento entre as barracas.

O "Mississipi Jazz Festi-val” é um projecto de promoção da música gospel, como forma de manifestação artística e cultural "Sandjuka”, levada a cabo pela empresa Nakenis.08, em parceria com o "Somos Angola, Somos Cultura” e do Ministério da Cultura Turismo e Ambiente.

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