Política

Países voltam a querer petróleo e gás africano

O ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guiné Equatorial, Gabriel Obiang Lima, disse, segunda-feira, em Luanda, que o conflito na Ucrânia pôs fim ao ataque contra os combustíveis fósseis, por que a comunidade internacional voltou a virar-se para a África, em busca de petróleo e gás.

18/05/2022  Última atualização 08H00
© Fotografia por: DR

Gabriel Obiang Lima falou num debate sobre a indústria global de petróleo e gás e as oportunidades e desafios que coloca aos produtores africanos, no quadro do Congresso e Exposição de Petróleo Africano, que amanhã termina, em Luanda.

Os combustíveis fósseis têm estado a ser atacados, criticou, salientando que "são bons para África” e que os países africanos querem continuar a desenvolver estes recursos, saudando o facto de os ministros africanos deste sector estarem a falar "a uma só voz”. O ministro guineense disse ainda que as prioridades de outros continentes não são, necessariamente, as de África, e que a transição energética não é igual em todos os países, tal como os problemas. "Cada um tem a sua definição dos problemas e do que é transição energética”, realçou, durante a intervenção que foi entusiasticamente aplaudida em vários momentos.

"Queriam que acabássemos com os combustíveis fósseis, porque era mau para o mundo. Nós dissemos que não, não vamos fazer isso. Somos os menos responsáveis pela poluição do mundo, como podem pedir-nos que abandonemos o recurso que permitiu desenvolver os nossos países”, questionou.

Em 2021, disse, "durante a pandemia, quando ninguém podia viajar”, houve um ataque sem precedente contra os combustíveis fósseis, situação que se inverteu depois de eclodir o conflito na Ucrânia. Um "ataque sistemático” que acabou em Fevereiro, "porque houve um conflito num local muito longe, que nem vou dizer o nome”, continuou Gabriel Lima.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política