Política

País terá capacidade para realizar 13 mil testes de Covid-19

Domingos dos Santos

Jornalista

O Presidente da República anunciou ontem, em Luanda, que o país vai passar a realizar 13 mil testes por dia, com a entrada em funcionamento dos laboratórios do Huambo, Lunda-Norte e Uíge.

16/10/2020  Última atualização 18H15
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No discurso sobre o Estado da Nação, proferido na Assembleia Nacional, João Lourenço explicou que, deste número, sete mil testes serão de RT-PCR e seis mil serológicos.

“A capacidade de testagem do vírus aumentou em Luanda de 90 testes diários para quatro mil de RT-PCR e três mil de Elisa. Laboratórios de testagem foram também instalados em Benguela e na Huíla. Com a aquisição de cinco laboratórios de Biologia Molecular - com dois já instalados em Luanda, e outros em fase de instalação no Huambo, Lunda Norte e Uíge -, a capacidade de testagem no país vai passar para 13 mil testes por dia”, disse, sublinhando que, até à data, mais de 200 mil testes serológicos foram realizados.

A par dos laboratórios, o Presidente da República destacou a construção de quatro centros de tratamento da Covid-19 e hospitais de campanha em Viana, Cabinda e Lunda-Norte, bem como adaptação e apetrechamento das estruturas hospitalares da Barra do Kwanza e de Calumbo 1 e 2, para tratamento e quarentena institucional.
“Estão em fase de construção os hospitais de campanha do Nzeto, no Zaire, do Uíge e do Cunene. Em breve teremos instalado também o hospital de campanha do Soyo, no Zaire, uma gentileza das autoridades americanas. Em todas as províncias e municípios foram criadas áreas de isolamento em unidades sanitárias”, afirmou.

João Lourenço sublinhou que, perante a crise, o Sistema Nacional de Saúde reagiu prontamente, tendo formado mais de 15.300 profissionais para o manuseamento de casos de Covid-19, criado 161 equipas de resposta rápida ao nível nacional e adquirido 640 toneladas de material de biossegurança, equipamento de laboratório, testes, medicamentos diversos e ventiladores invasivos e não invasivos.
“De 625 camas de hospitais, o país passou a dispor de cinco mil, oito vezes mais do que as que existiam”, apontou, acrescentando que ao nível dos cuidados intensivos, o número aumentou de 289 para 1029 camas.

Apesar da Covid-19 ser uma ameaça, João Lourenço disse estar convicto na criação de uma vacina segura e ao alcance de todos. Por esta razão, acrescentou, vai continuar a merecer a atenção devida, mas sem se perder o foco daquilo que é a principal prioridade da agenda do Executivo, que é trabalhar para a reanimar e diversificar a economia do país, aumentar a produção nacional de bens e serviços básicos, as exportações e a oferta de postos de trabalho.

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