Política

País recomenda mecanismos de alerta rápido à insegurança

O director do Gabinete de Inspecção Diplomática e Consular do Ministério das Relações Exteriores, Joaquim Mangueira, recomendou a necessidade de África investir em mecanismos de alerta precoce para a prevenção de conflitos e deslocamentos forçados das populações.

21/06/2024  Última atualização 11H30
© Fotografia por: DR

O diplomata angolano falava, quarta-feira, em formato virtual, na Reunião Ministerial do Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) sobre Refugiados, Deslocados Internos e Assistência Humanitária em África.

Joaquim Mangueira representou o ministro das Relações Exteriores, Téte António, no encontro, presidido, a partir da cidade Kampala, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Uganda, Odongo Jeje Abubakhar, na qualidade de presidente, de Junho, do Conselho de Paz e Segurança da União Africana.

Na ocasião, o diplomata destacou o notável empenho da União Africana, do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, do Programa Alimentar Mundial e do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários em matéria de protecção e assistência aos refugiados e deslocados internos, vítimas dos conflitos no Sudão, República Democrática do Congo (RDC), Cabo Delgado (Norte de Moçambique) e em outras partes do continente.

Joaquim Mangueira enfatizou as graves consequências resultantes da crise de refugiados e deslocados internos, sublinhando que afectam não só a paz e segurança no continente, como também os direitos humanos, a integração regional e a segurança alimentar.

Neste sentido, o diplomata angolano insistiu na necessidade de África investir em sistemas de alerta precoce e resposta rápida para prevenir conflitos e desastres naturais, bem como promover a cooperação internacional para uma abordagem coordenada das questões que possam conduzir a conflitos.

O embaixador apelou, também, à implementação de programas que assegurem acesso a alimentos nutritivos e promovam a resiliência das comunidades afectadas pela guerra e pelos deslocamentos forçados.

A reunião ministerial de Kampala consistiu na deliberação e formulação de soluções para os complexos desafios inerentes aos refugiados e deslocados internos no continente africano.

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