Economia

País poupa 80 milhões com produção da Biocom

Angola pode deixar de gastar cerca de 80 milhões de dólares com a importação de açúcar, mercê da oferta da quantidade equivalente do produto pela Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom), implamtada em Cacuso, anunciou sexta-feira o director fabril, Ricardo Guerra, no final da visita do governador provincial Norberto dos Santos.

12/05/2019  Última atualização 06H26
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Ricardo Guerra indicou que já no período de 2015 a 2018, houve uma poupança de 170 milhões de dólares em decorrência da oferta da companhia que cobre 35 por cento da procura de açúcar e 50 de etanol do mercado nacional.
A companhia está envolvida na exportação de 8,5 mil metros cúbicos de etanol hidratado para França e a Suíça, a primeira expedição das quais ocorre amanhã, por um valor de 3, 5 milhões de dólares.
Segundo o responsável da Biocom, o investimento feito na produção de álcool ronda já um milhão de dólares, num momento em que o consumo de etanol no país é estimado em 44 milhões de litros por mês, 19 milhões dos quais são produzidos por esta companhia.
Considerando “positivo” o impacto do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (Prodesi) na actividade da Biocom, Ricardo Guerra destacou a melhoria no acesso às divisas.
O governador destacou o contributo da Biocom no programa de diversificação da economia e redução das importações e disse acreditar que, dentro de quatro anos, a companhia poderá produzir em grande escala e abastecer o mercado nacional. Alguns agentes económicos grossistas já começaram a adquirir o açúcar da Biocom, da marca “Kapanda”, obtendo vendas bem sucedidas.
Norberto dos Santos disse que a visita foi uma retribuição ao empenho da Biocom na Expo-Malanje, realizada recentemente, revelando-se como um dos vencedores das diversas categorias de expositores. Anunciou contactos com o Ministério das Finanças para fazer com que a companhia contribua em impostos para a província o orçamento da província.
Primeira empresa a produzir e comercializar açúcar, etanol e energia eléctrica a partir da biomassa, a Biocom emprega mais de 2.500 trabalhadores e, para a presente safra, recrutou mais de 600.

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