Economia

País pode alcançar produção excedente de farinha de trigo

O mercado angolano poderá alcançar a auto-suficiência em farinha de trigo no decorrer de 2020, mercê do aumento da capacidade de produção dos três maiores operadores da indústria moageira nacional, para 700 mil toneladas por ano, de acordo com uma nota do Ministério da Indústria enviada ao Jornal de Angola.

20/12/2019  Última atualização 12H03
DR © Fotografia por: Capacidade combinada das moagens supera a procura interna

O aumento do potencial produtivo por parte das Grandes Moagens de Angola (GMA) e a do Kikolo, ambas localizadas na capital do país, assim como das unidades fabris do Grupo Leonor Carrinho, localizadas na província de Benguela, estão na base do incremento da oferta de farinha de trigo e derivados ao consumidor final, indica o documento.
Angola, aponta a nota, tem uma procura de cerca de 520 mil toneladas, facto que ilustra a importância relevante do subsector produtivo, cujo impacto na oferta tem um peso significativo sobre o fomento da produção industrial e contribui para a criação de emprego e redução substancial de importações, com consequência directa na poupança de divisas.
Dados estatísticos fornecidos pelo porta-voz das indústrias moageiras de farinha de trigo, César Rasgado, revelam que a GMA tem capacidade instalada para produzir até 280 mil toneladas de farinha de trigo por ano, a Kikolo tem metade dessa capacidade, ou 140 mil toneladas por ano, estando em curso o processo de ampliação para o dobro (280), mas regista ligeiro atraso em função do impacto provocado pela entrada em vigor do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na importação dos equipamentos.
A fábrica do Grupo Leonor Carrinho está pronta a fornecer ao mercado, desde o início do mês de Dezembro, 280 mil toneladas por ano.
“Resumindo, as três moageiras poderão dispor de uma capacidade produtiva superior a 800 mil toneladas de farinha por ano, com a entrada em funcionamento da Leonor Carrinho e com a ampliação da Kikolo”, concluiu César Rasgado.
O porta-voz considerou que, “se os dados fornecidos pelo Ministério da Indústria estimam 520 mil toneladas como o consumo de 2019, podemos perspectivar que, em breve, iremos ter excedente para exportação, já que a capacidade instalada das três moageiras em funcionamento permitirá cobrir as necessidades do mercado nacional”.
A entrada em funcionamento da GMA, a 16 do presente, absorveu uma força de trabalho estimada em 150 empregos directos, além de centenas de empregos indirectos, devendo o número duplicar com a ampliação das suas unidades produtivas. A Kikolo, por seu lado, permitiu que 115 pessoas fossem empregadas e a criação de 99 empregos indirectos.
Para além da produção de farinha de trigo, as moageiras angolanas produzem farelo, parte do qual é consumida no mercado interno e o excedente exportado para países da região.

 

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