Política

País estreia na missão de manutenção de paz da ONU

Dois oficiais da Polícia Nacional integram, desde sábado, o contingente de efectivos da Missão de Paz das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), facto que marca a estreia de Angola em actividades do género. Ambos vão cumprir um ano de serviço.

05/07/2022  Última atualização 08H58
© Fotografia por: DR

Trata-se do superintendente-chefe José Valente Pimpão e da intendente Sarita Domingos Tomás de Almeida, que foram apurados da formação de efectivos policiais, promovida pela Divisão de Polícia do Departamento de Operações de Paz da ONU, de 14 a 25 de Fevereiro deste ano, na Academia de Polícia de Ancara, República da Turquia. O desdobramento dos oficiais da PN à UNMISS ocorre na sequência dos contactos encetados entre a Divisão de Polícia do Departamento de Operações de Paz da ONU e a Missão Permanente de Angola junto da ONU em Nova Iorque, à luz da Lei sobre o Envio de Contingentes Militares e Paramilitares angolanos às Missões de Manutenção de Paz no Exterior do país aprovada pela Assembleia Nacional em Maio de 2021.

Como resultado desses contactos, no quadro da materialização da intenção do Executivo quanto à inserção de quadros angolanos nas organizações internacionais, em Outubro de 2021, Angola recebeu a visita da delegação das Nações Unidas, chefiada pelo subsecretário da ONU para as Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, integrada pelos conselheiros militar, o tenente-geral Birame Diop, e político, Gueladio Ba.

Durante a visita, Angola manifestou a disponibilidade de integrar as missões de paz da ONU, tendo solicitado a inserção no Sistema de Prontidão e Capacidade de Intervenção de Paz (PCRS), nas estruturas do Gabinete dos Assuntos Militares e da Divisão de Polícia das Nações Unidas, a participação do género (em conformidade com a Resolução 1325, sobre Mulher, Paz e Segurança).

Inserindo efectivos femininos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional de Angola nas missões e nas estruturas internacionais, bem como a prestação de assistência técnica (Assessoria da ONU) na formação e operacionalização de um Centro de Excelência de Adestramento em Operações de Apoio à Paz, a realização de visitas de ajuda e controlo, com vista à certificação das forças, deslocações de pré-desdobramento e auxílio na análise das lições apreendidas. Para a representante permanente da Missão de Angola junto da ONU, Maria de Jesus Ferreira, "o feito constitui motivo de regozijo para o país que, pela primeira vez, passa a contribuir nas actividades de Manutenção de Paz a nível internacional, sob a égide das Nações Unidas”.

Segundo a embaixadora, isto, de certa forma, vai promover a visibilidade de Angola "como país contribuinte com polícias e, mais tarde, com tropas, dependentemente da decisão das autoridades competentes”.

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