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País defende mais cooperação na CPLP

Apesar da pandemia da Covid-19, vive-se um tempo de oportunidades para uma maior e real cooperação entre os Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em prol do desenvolvimento económico e social, afirmou, ontem,, em Luanda, o ministro das Relações Exteriores.

17/07/2021  Última atualização 07H50
© Fotografia por: DR
Tété António, que discursava na abertura da reunião ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, que antecedeu a XIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, que se realiza hoje, assinalou que a pandemia trouxe para os países da comunidade perdas humanas, o aumento do desemprego, pobreza, entre outros males.
De acordo com o ministro, na luta contra a pandemia, considerado o maior perigo para a economia global, desde a crise financeira de 2008, impõem-se "acções políticas concertadas e inclusivas”, bem como apoio técnico e financeiro aos países mais pobres e vulneráveis."Esta reunião de ministros da CPLP representa uma oportunidade para estarmos fisicamente próximos e tomarmos importantes decisões que irão beneficiar os nossos países e povos frente à frente”, realçou.

O encontro, acrescentou, é um ponto de partida para a concretização da visão que Angola gostaria de ver reproduzida na organização nos tempos vindouros e estabelece as bases nas quais o país irá desenvolver acções, a procura de consenso entre os Estados membros.
Combate às assimetrias

Ao discursar na qualidade de presidente do Conselho de Ministros da CPLP, Téte António indicou que o fomento da cooperação multilateral, assente na justiça social e na promoção da compreensão mutuamente vantajosa, passa pelo combate às assimetrias económicas e sociais.

O chefe da diplomacia angolana, que falava na sessão de encerramento da XXVI reunião do Conselho de Ministros da CPLP, reforçou que o fomento da cooperação multilateral passa, também, pelo interesse do desenvolvimento inclusivo, harmonioso e sustentável dos Estados-membros, bem como dos respectivos povos. Téte António destacou a importância de se valorizar as potencialidades dos Estados-membros, nos diferentes sectores da vida nacional, com destaque para a diversidade de fontes de recursos públicos, o envolvimento da sociedade civil,  observadores associados e consultivos, bem como de eventuais parceiros.

O objectivo, disse, é o de fomentar o crescimento económico, incentivar o diálogo e estimular, cada vez mais, a interacção entre os povos.Para este espaço multidimensional de cooperação, acrescentou, o pilar económico é uma mais-valia para o novo dinamismo que se pretende empreender na CPLP e, cada vez mais, realista para a sua afirmação internacional.

O programa da presidência rotativa de Angola, lembrou, está virado, entre outros temas, para edificação do pilar económico, com base no compromisso dos Estados-membros expressamente manifestado na Declaração da nova visão estratégica da CPLP para o decénio 2016-2026, aprovada, em 2016, em Brasília, na XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Depois de tomar posse como presidente em exercício do Conselho de Ministros da CPLP, para o período 2021-2023, Téte António aproveitou a oportunidade para informar os representantes dos Estados-membros que Angola acabou de cumprir a obrigação do pagamento da contribuição anual referente ao ano em curso.
Covid-19 exige unidade

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Comunidades e Integração Regional de Cabo Verde, Rui Soares, ressaltou que a crise pandémica que o mundo enfrenta ensinou que a unidade é a palavra de ordem.

"O futuro que se quer para o bem de todos terá de ser, necessariamente, adverso ao isolacionismo e à sobreposição de interesses individuais sobre os colectivos. Os problemas que enfrentamos precisam de soluções comuns, assim como as questões globais que vivemos exigem respostas globais”, disse. 

Rui Soares, que cessou funções como presidente do Conselho de Ministros da CPLP, lembrou que as consequências da Covid-19 foram duras para com os países. 

 Xavier António e Edna Dala 

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