Economia

País avalia o combate à lavagem de dinheiro

Angola enviou, terça-feira, o segundo draft de respostas sobre o sistema financeiro do país, ao Grupo de Prevenção ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), no quadro da avaliação mútua a que está submetida desde Outubro de 2021.

23/01/2022  Última atualização 07H10
Relatório reflecte conformidade às normas internacionais © Fotografia por: Edições Novembro
A entrega do documento, confirmada, quinta-feira, à Angop, pela directora da Unidade de Informação Financeira (UIF), Francisca de Brito, segue-se à remessa de um primeiro, enviado no dia 14 de Dezembro de 2021, conformando-se num "Relatório Questionário” de 500 páginas.

Depois disso, Angola passa a aguardar que, em Junho deste ano, cheguem ao país peritos de vários países, entre os quais Portugal, Estados Unidos, França e de alguns países africanos indicados pelo ESAAMLG, para a avaliação baseada em encontros  com representantes dos sectores envolvidos neste processo.

A avaliação mútua de Angola pelo Sistema de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa, iniciou no dia 18 de Outubro de 2021 e prevê terminar entre finais de Março e o princípio de Abril de 2023. Nesse período, o relatório do país será discutido, em Arusha, Tanzânia.

Ao dar o ponto de situação do processo à imprensa, num "Encontro Aberto”, realizado em Dezembro de 2021, em Luanda, Francisca de Brito explicou que o preenchimento do documento envolve várias instituições, incluindo os órgãos supervisores e reguladores do sistema financeiro, além da própria UIF.

Contam-se o Banco Nacional de Angola (BNA), Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG),  Administração Geral Tributária (AGT), Serviço de Investigação Criminal (SIC) e a  Procuradoria-geral da República (PGR).

O relatório final vai permitir que Angola identifique as deficiências do seu sistema financeiro, ao mesmo tempo que trará propostas sobre as melhores vias para a resolução destes, os principais actores e metas para os solucionar. Em Agosto de 2012, que o Conselho de Ministros da ESAAMLG aprovou e adoptou o primeiro Relatório de Avaliação Mútua da República de Angola, depois de discutido por altos funcionários deste organismo.

O relatório, de 2012, resumiu o quadro ABC/CFT (Prevenção de Branqueamento de Capitais e Financiamento do Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa) na República de Angola. Este documento assumiu também o compromisso do Governo angolano em implementar um regime ABC/CFT bem desenvolvido e em conformidade com os padrões do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).


  RATING
Fitch melhora classsificação de Angola

A agência de notação financeira Fitch Ratings melhorou o "rating” de Angola para B-, com uma perspectiva de evolução estável, antevendo um expansão económica de 2,1 por cento  para este ano, depois de crescer 0,1 por cento em 2021.
"Houve uma melhoria substancial nas métricas externa e orçamental, sustentadas por um regresso ao crescimento económico positivo, boa gestão fiscal e preços do petróleo mais elevado”, escrevem os analistas desta agência de notação financeira detida pelos mesmos donos da consultora Fitch Solutions.

"Os preços do petróleo recuperaram significativamente desde o início da pandemia da Covid-19 e a probabilidade de cenários negativos relacionados com os mercados petrolíferos caiu relativamente a Setembro de 2020, quando descemos o ‘rating’ para CCC, ou relativamente a Setembro de 2021, quando mantivemos o ‘rating’ em CCC”, argumenta a Fitch Ratings.

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