Política

País apostado no acordo sobre desarmamento

André Sibi

Jornalista

O secretário de Estado para a Defesa Nacional, José Maria de Lima, disse, esta segunda-feira, em Luanda, que Angola está empenhada na implantação do acordo sobre o desarmamento e não proliferação das armas de destruição em massa.

28/06/2022  Última atualização 10H15
Secretário de Estado (o terceiro à esq.) lembrou que Angola aderiu à Convenção em 2015 © Fotografia por: Armando Costa | Edições Novembro

A informação foi avançada na abertura do Curso Básico de Resposta de Emergência a Incidentes Químicos para os Estados-membros dos países falantes da língua portuguesa.

José Maria de Lima disse aos jornalistas que, apesar das limitações conjunturais, a Autoridade Nacional para o Controlo das Armas e De-sarmamento (ANCAD) está empenhada na missão de implementação da convenção no quadro da protecção do país.

O secretário de Estado lembrou que Angola aderiu à Convenção em 2015 e, de imediato, tomou as medidas necessárias para a criação da ANCAD, com a missão de cumprir as obrigações, em parceria com todas as instituições intervenientes no processo.

Precisou que o Curso Básico de Resposta de Emergência a Incidentes Químicos para os Estados-partes da Língua Portuguesa tem como objectivo melhorar a assistência e protecção do país contra as ameaças químicas, o aprimoramento das capacidades nacionais dos Estados-membros em prol da paz, segurança regional e internacional.

Segundo o responsável, o curso resulta de uma parceria entre a Organização de Proibição de Armas Químicas (OPAQ) e o Governo de Angola.

Cláudio Crispim, director nacional adjunto da ANCAD, afirmou que o país está muito bem servido no que toca à preparação das equipas de resposta rápida para este tipo de emergências, tanto a nível do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, quanto das Forças Armadas Angolanas.

Disse que na lista das preocupações dos países que lutam contra as armas químicas consta a não proliferação destas, a eliminação das existentes, o controlo para que não caiam sob custódia de organizações criminosas e terroristas, assim como a protecção das populações, em caso de ataques e incidentes.

O Curso Básico de Resposta de Emergência a Incidentes Químicos para Estados-partes de Língua Portuguesa decorre até sexta-feira e participam representantes de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Guiné Bissau. 

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política