Política

País apoia solução pacífica para o Sahara Ocidental

O representante permanente adjunto da Missão de Angola junto da ONU em Nova Iorque afirmou que o Governo apoia os esforços das Nações Unidas e da União Africana para o alcance de uma solução pacífica no Sahara Ocidental.

14/05/2022  Última atualização 09H50
Representante permanente adjunto de Angola junto da ONU © Fotografia por: DR

Na sua intervenção quinta-feira, no Seminário Regional do Pacífico 2022 que decorreu de quarta-feira até sexta-feira(13), em Castries, Santa Lúcia, sob a égide do Comité Especial de Descolonização da ONU, o embaixador João Gimolieca destacou a realização do referendo sobre a auto-determinação do povo saharaui conforme estabelecem as pertinentes resoluções das Nações Unidas.

O diplomata manifestou a preocupação pelos contínuos  relatos da deterioração da situação humanitária no Sahara Ocidental, como resultado do conflito em curso e da pandemia da Covid-19: "Continuamos a defender uma solução pacífica e negociada, sob os auspícios  das Nações Unidas”.

O embaixador João Gimolieca lembrou  que o tema deste ano centra-se  na  implementação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais dos restantes 17 Territórios Não Autónomos, que, nas últimas décadas, lutaram contra o colonialismo e a ocupação estrangeira, agora exacerbada pelos múltiplos desafios trazidos pela pandemia da Covid-19.

"Continuamos estarrecidos com o número de territórios que ainda estão sob ocupação estrangeira em todo o mundo, onde as populações não podem usufruir de seus direitos à soberania, paz e desenvolvimento”, salientou, citado em comunicado da Missão Permanente de Angola junto da ONU, apelando à Comunidade Internacional para que continue a cumprir os compromissos assumidos na Resolução 1514, de 14 de Dezembro de 1960, sobre a Declaração de Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais.

Afirmou, por isso, que Angola reconhece os esforços das Nações Unidas e das organizações regionais na busca de soluções adequadas à conquista da Independência e auto-determinação dos 17 Territórios Não Autónomos, incluindo o Sahara Ocidental, reiterando o compromisso do país com o direito das pessoas à auto-determinação consagrada na Carta da ONU e na Constituição da República de Angola.

O Seminário encerrou, ontem, sob o lema "avanço dos Territórios Não Autónomos através da pandemia da Covid-19,  no âmbito da Quarta Década Internacional para a Erradicação do Colonialismo (2021-2030)”.

Existem 17 Territórios Não Autónomos sob a alçada do Comité Especial de Descolonização das Nações Unidas, nomeadamente, Samoa Americana, Anguilla, Bermudas, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Cayman, Ilhas Malvinas, Polinésia Francesa, Gibraltar, Guam, Montserrat, Nova Caledónia, Pitcairn, Santa Helena, Toquelau, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Americanas e Sahara Ocidental, cujas potências administradoras são a França, a Nova Zelândia, o Reino Unido e os Estados Unidos.

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