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PAIGC suspende militância da actual chefe da Diplomacia

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) suspendeu por um período de cinco anos a militância da actual chefe da Diplomacia guineense, Suzi Barbosa, anunciou, quarta-feira, o partido, citado pela Lusa.

03/12/2021  Última atualização 11H05
Suzi Barbosa (à direita) terá colaborado para o reconhecimento de Sissocó, segundo o PAIGC © Fotografia por: DR
"O colectivo da secção disciplinar do Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização delibera em aplicar à arguida Suzi Carla Barbosa a pena de suspensão de cinco anos”, lê-se no acórdão do processo disciplinar distribuído à imprensa. O acórdão considera como "provado” que Suzi Barbosa "coadjuvou o auto-proclamado Presidente no seu reconhecimento internacional”, quando ainda decorria um contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, e que a actual ministra "acusou o partido de ser apegado ao poder, de corromper os juízes do Supremo Tribunal de Justiça, e de falta de honestidade no que se refere aos resultados eleitorais”.

O acórdão considera também como provado que Suzi Barbosa "acusou o candidato presidencial do partido de ter conhecimento da perda das eleições” e "abandonado o Governo sem justificações ao partido, tendo participado em outro Executivo sem anuência dos órgãos” do PAIGC.

Para o Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização do PAIGC, Suzi Barbosa "demonstrou desinteresse em cumprir com as regras do partido, pois afirmou que antes de ser membro do PAIGC é guineense”.

  Comunidades aceitam fim de mutilação genital feminina
Dezoito comunidades da região de Cacheu, Norte da Guiné-Bissau, declararam, quarta-feira, o fim da prática de Mutilação Genital Feminina (MGF) e assumiram o compromisso de combater outros fenómenos degradantes à saúde das jovens, disse à Lusa, fonte oficial.

Aissatu Cali Baldé, responsável de comunicação do Comité Nacional para o Abandono das Práticas Tradicionais Nefastas (CNAPN) à saúde da mulher e criança precisou que a organização deu início, na terça-feira, a uma nova campanha em que várias comunidades guineenses, sobretudo as do interior da Guiné-Bissau, vão declarar publicamente o compromisso de abandonar as práticas como MGF, casamento forçado, casamento precoce ou o impedimento de escolarização de raparigas.

Por outro lado, oito comunidades do sector de Ingoré, juntaram-se, também na quarta-feira, na aldeia de Sidif Balanta, para o mesmo compromisso público perante a presidente do CNAPN, Martliatu Djaló Candé, que prometeu o empenho da instituição para que "nenhuma menina seja mutilada sexualmente ou impedida de ir à escola”.

De acordo com a responsável de comunicação do CNAPN, nos próximos tempos, até Fevereiro de 2022, estão previstas que várias comunidades do interior da Guiné-Bissau, no Sul, Leste e Centro do país, façam a declaração pública do abandono da MGF e de outras práticas nocivas à saúde das meninas. A MGF é considerada crime na Guiné-Bissau desde 2011, mas relatos do CNAPN indicam que a prática ainda é feita em várias comunidades do país, embora às escondidas.



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