Opinião

Os verdadeiros actores da “res publica”

Editorial

Apesar de cada vez maior participação da sociedade civil e de outras plataformas de intervenção directa, a nível daquilo que se pode considerar como sendo a “res publica”, ainda são os partidos políticos os verdadeiros actores e instituições que dominam o panorama e a paisagem dos Estados Democráticos e de Direito. Por isso, continuam a merecer de nós uma atenção especial, quer na sua estruturação, organização interna, quer na capacidade de mobilização e reinvenção.

25/11/2021  Última atualização 08H15
A maior ou menor vitalidade dos partidos políticos e virtudes destes poderá determinar a qualidade da democracia e, quiçá, o desenvolvimento económico e social dos respectivos países em que se inserirem. Dali que, o momento da realização dos congressos que são por excelência os palcos para que estes partidos se possam revigorar, fazer um balanço dos seus programas e projectos, constituem oportunidades para o refrescamento dos órgãos de direcção nos mais diversos níveis para o reavivar da sua ideologia para um eventual realinhar do seu posicionamento.


Os congressos são sempre um momento interessante de se apreciar a nível da vida política e partidária. O mês de Dezembro que se aproxima a passos largos, vai ser prenhe de informações de interesse político, isto porque os dois maiores partidos vão organizar os seus conclaves. Está-se particularmente expectante sobretudo porque estes eventos acontecerão em véspera da organização das eleições gerais em Angola. Uma situação que acaba por emprestar a estes eventos uma importância acrescida.


A expectativa também em relação  às novidades que vão certamente brotar, as direcções que deverão resultar e as teses que serão apresentadas. Claro que isto sim constitui o perfume das democracias. Um momento que se vai viver e além de marcar a vida nacional, leva à reflexão e motivo para cada vez mais aprofundar-se a forma de se lidar com estes processos vitais na vida dos partidos políticos.


Todo este quadro só é possível quando se está perante um Estado Democrático e de Direito, o que confere aos partidos políticos a realização dos seus processos de renovação interna. Logo, estaremos uma vez mais perante um quadro político que representa a festa da democracia, marcado por estes dois cenários: por um lado, o congresso destes dois partidos políticos, agora no último mês do ano, e que pode ser alvo de uma forte mediatização, e por outro, as eleições gerais, no próximo ano.

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