Cultura

Os Kiezos de pedra e cal no Marçal

Analtino Santos

Jornalista

O agrupamento Os Kiezos fizeram a festa na tarde de domingo, no Salão do João Adilson, na Rua da Dona Zita no histórico, em mais uma edição do Kuimbila Ni Kukina Semba evento de resgate à música angolana e com o formato do Caldo do Poeira.

31/08/2021  Última atualização 07H35
© Fotografia por: DR
O conjunto mais antigo em actividade apresentou os sues principais sucessos em dois momentos separados. Manuelito como vocalista teve como companheiro Mister Kim. Hildebrando Cunha executou alguns dos instrumentais que marcam o conjunto como "Obrigado meu Amigo”. Gegé Faria e Zeca Tirilene foram outros dois senhores da guitarra determinantes para a manutenção da  malha característica dos Kiezos deixada por Marito. Dulce Trindade foi o baixista, Juca Vicente na bateria e  Habana Mayor nas congas.
Tony do Fumo Filho foi chamado para interpretar os clássicos do seu pai como "Monami Messen”, "Kiezus Kya Bu Kiá”, "Lamento de Mingo” e outros que marcam a sua passagem pelos Kiezos. Um outro filho de um antigo integrante, Zecax Filho também mostrou os seus dotes musicais em "Kandonga” e "Maximbombo”. Mister Kim e Manuelito conseguiram pender a plateia na viagem musical que encerrou ao som de "Princesa Rita” depois de desfilarem e levarem nostalgia com temas como "Milhrorró”, "Mua Pango” e  "Ngana Nzambi”.
O Kuimbila Ni Kukina Semba surgiu no segundo semestre de 2019 e acontece no Salão de João Adilson, no histórico bairro Marçal. Dom Caetano, Carlos Lamartine, Dina Santos, Calabeto, Nguami Maka, Robertinho, Givago, Massano Júnior, Mizangala DT, Banda Yetu e outros cultores da música popular angolana passaram pelo projecto. O Conjunto Os Kiezos surgiu em 1963, na zona do Kapolo Boxi, no Marçal, quando Domingos António Miguel da Silva "Kituxe” reuniu os amigos e vizinhos Marito, Adolfo Coelho e Avozinho.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura